Posts Tagged ‘Franz Ferdinand’

Comendo papel

Tuesday, July 17th, 2007

Ando numa sanha por livros relacionados a comida. Dá nisso.

Três livros para comer lendo
(publicado originalmente @ Chic)

Para qualquer apreciador da boa comida, o prazer não se resume ao prato, aos menus degustação ou à observação de grandes chefs liderando suas cozinhas com rigor militar. Entre uma refeição e outra, as livrarias têm bons títulos para quem quer aprender mais sobre as histórias, os sabores e a mitologia da haute cuisine (e da não tão haute assim). Para esses gourmets de fim de semana, selecionamos três lançamentos recentes e apetitosos sobre o universo culinário.

Mordidas sonoras

O mais pop de todos vem de Glasgow, assinado por Alex Kapranos, vocalista do Franz Ferdinand. Pouca gente, além dos fãs ferrenhos da banda, sabe que o músico teve uma carreira como aprendiz de chef antes de se tornar astro pop. As reminiscências dessa época fazem parte das páginas de Mordidas sonoras, misturadas às suas descobertas culinárias ao redor do mundo, publicadas originalmente em uma coluna no jornal britânico Guardian.

Kapranos, que se define como um gastroaventureiro-ou-algo-assim, aproveita a turnê da banda para provar o que há de diferente em cada cidade. Mas não se restringe aos restaurantes da moda ou a lugares de garçons e cozinheiros de avental impecável e nariz empinado. Pelo contrário, faz questão de enfiar o pé na lama do que achar de trash ou curioso. Daí vêm testículos bovinos em Buenos Aires, peixes exóticos em Osaka, restaurantes indianos em Glasgow ou presuntos croatas. Do Rio de Janeiro, uma passagem fala sobre o clássico rodízio do Porcão, em Botafogo. Falando com o sarcasmo e a esperteza que já mostrava nas letras de suas músicas, ele surpreende quem achava que astros do rock não sabem escrever.

Papel manteiga para embrulhar segredos

Papel manteiga para embrulhar segredos, da brasileira Cristiane Lisbôa, é mais singelo. É o terceiro livro da autora, que teve um romance adaptado para uma coleção da marca de roupas Madalena no ano passado. A pequena novela conta a história de Antonia, uma garota que foge de casa para ser aprendiz de chef de uma senhora exótica em um lugar ignorado. Funcionando em estrutura de diário, o leitor acompanha a história da menina através de cartas enviadas para sua bisavó.

O tempero a mais fica por conta das receitas que acompanham cada recado. No enredo, os pratos são contrabandeados da cozinha da severa chef. Na vida real, foram todos compilados por Tatiana Damberg, dona do site mixirica.com.br. Gastrônoma de mão cheia, Tatiana ajuda a transformar Papel manteiga em um livro de cabeceira – longe da cama, perfeito para a prateleira de temperos.

O perfeccionista

O último livro é mais fincado na realidade e, por conseqüência, um bocado mais trágico. O perfeccionista, assinado por Rudolph Chelminski, é a biografia definitiva do chef francês Bernard Loiseau, que se suicidou em 2003.

Um dos últimos grandes astros da cozinha francesa, Loiseau é discípulo da geração da nouvelle cuisine dos anos 70, como Paul Bocuse e os irmãos Troisgros. Seu período de maior brilho veio a partir dos anos 80, quando começou a desenvolver seu estilo próprio de cozinha à frente do La Côte D’or, clássico hotel-restaurante dos subúrbios parisienses. Foi nessa época que o chef ganhou suas três estrelas no Guide Michelin, a influente compilação de restaurantes da culinária francesa.

Chelminski expõe Loiseau como o personagem frágil que foi, ambicioso e descontrolado ao buscar a qualquer custo o reconhecimento no mundo dos egos culinários. No meio do caminho, aproveita para explicar e detalhar como funciona esse mundinho, de chefs com personalidades exóticas, menus caríssimos e estrelas que ditam a vida e a morte de qualquer um.

El motomix

Thursday, September 28th, 2006

Pra quem quiser ler, aí vai.

Franz Ferdinand (e o resto) no Motomix
(publicado originalmente @ Omelete)

São Paulo vai mal das pernas. E eu não estou falando de futebol. A cidade, principal centro na movimentação da cultura pop mundial no país, vai perdendo o seu status por brigas políticas disfarçadas de amor pela população. O quase papelão que foi o Motomix, na semana passada, é sintoma patente desse perigoso movimento.

A primeira cena aconteceu na porção artsy do festival, com projeções, instalações e performances ao ar livre ocupando o lindo vão do MuBE. Na quinta-feira, 14, a própria diretora do museu invadiu as picapes da apresentação do sensacional duo Addictive TV (VJs melhorados, que remixam filmes e videoclipes com suas próprias trilhas), discutindo com os gringos e forçando a interrupção de tudo, 15 minutos antes do seu encerramento. A razão, mais que sabotagem interna, era o medo da prefeitura e seu PSIU, já que o museu está instalado em uma área dita residencial (e nobre, o que sempre “melhora a atuação” dos fiscais).

A situação foi piorando nos dias seguintes do festival, passando pela proibição da segunda performance da dupla inglesa na sexta-feira e o cancelamento, em última hora, da fase musical do evento, que ocuparia o Espaço das Américas. A prefeitura encrencou com as instalações previstas de um segundo palco no estacionamento do lugar, o que só se resolveu no sábado, poucas horas antes do início marcado, na base da liminar judicial, desmembrando os shows simultâneos em dois dias diferentes.

Nos bastidores, sobram acusações dos dois lados. Os promotores de shows dizem que a prefeitura complica cada vez mais a burocracia, dificultando novos eventos, e apontam o preconceito contra atrações não populares. O governo ataca que os organizadores são espertinhos, entregando a papelada em cima da hora, tentando burlar a fiscalização. É o mesmo movimento que já ameaçou o show do Pearl Jam em 2005 (desde então o Pacaembu não sedia mais nada, além de badernas esportivas), cancelou a mega-festa do clube Vegas e tantas outras coisas menores.

No meio de campo, o público fica perdido, os promotores estrangeiros desconfiados e os patrocinadores, donos do dinheiro, ressabiados – afinal, ter sua marca atrelada a um evento que ganha o apelido de ‘motomico’ não cai bem em nenhum plano de mídia. Isso tudo atrelado à falta de um espaço central realmente perfeito para mega-shows em São Paulo, vai diminuindo o termômetro da cidade. E outras capitais, como o Rio de Janeiro, que causam menos dor de cabeça, ganham o páreo.

Pendengas à parte, a música

Ninguém pode dizer que a escalação musical do Motomix não foi inspirada. A organização de gente grande venceu até mesmo o que poderia ser o grande problema dos shows, o Espaço das Américas, dono de traumas como no show do Moby, no ano passado. O lugar continua sendo, com suas colunas, o ambiente com o maior número de pontos cegos da cidade. Mas, surpresa!, ele pode sim ter uma acústica agradável.

Com o remanejamento do lineup, a noite começou morna nas mãos da norueguesa Annie. A loira é o que Madonna seria se tivesse nascido com vinte anos de atraso, passado a adolescência ouvindo Kylie Minogue e berrasse como Nina Hagen. E ela não nega essa comparação idiota. No palco, atacou com hits do seu primeiro álbum, Anniemal, como “Chewing gum”, “Come together” e “Heartbeat”. Da franja ao não-vestido preto, sua música é puro pop eletrônico, com um verniz cult. Mas, depois dos vinte primeiros minutos, tudo parece muito igual – e não há coxa depilada à mostra que resolva.

Annie @ Motomix 2006, foto Natalie Gunji

O Art Brut veio na seqüência, com a missão de provar sua posição como um dos hypes britânicos das últimas temporadas. E como diz o ditado, vieram e venceram, levando facilmente a medalha de prata como segundo melhor show da noite.

Os ingleses entraram no palco com riffs de “Back in black”, do AC/DC, logo emendados no hit máximo “Formed a band” e em “Bang bang rock and roll”, que dá título ao primeiro álbum. A banda é um poço de ironia, principalmente na figura do líder, o verborrágico Eddie Argos.

Art Brut @ Motomix 2006, foto Natalie Gunji

A língua de Argos é incansável como sua franja, que era arrumada incessantemente. Como ele não faz questão de cantar durante as músicas (aproximando o som do Art Brut com uma espécie de rap indie guitarrento), aproveitava o intervalo entre as músicas para falar, falar, falar. Reafirmou o discurso DIY da banda (“Saia daqui e forme uma banda, crie uma revista que eu goste de ler, escreva um zine, faça um filme que eu queria assistir!”), repetiu seu já famoso diálogo anti-dor de cotovelo com Jay-Z sobre “Emily Kane” (homenagem à sua ex-namorada) e explicou canção por canção – foi o maior número de “this song is about…” dos últimos anos.

No setlist, todas “as grandes faixas do Art Brut” – “Modern art”, “Moving to LA”, “My little brother” – e algumas novas, incluindo outra sobre seu irmãozinho e sua mania com mensagens de texto via celular. No finalzinho, desencavaram a sua música-piada “Top of the pops”, sobre o falecido programa da BBC, brincando com os seus companheiros de festival (chamando o Radio 4 de “Radiohead 4”) e inserindo, ali no meio, as duas bandas brasileiras que fazem parte do cenário global. “Sepultura, top of the pops / CSS, top of the pops”, falando do Cansei de Ser Sexy. Quem entendeu, sorriu. Mais contemporâneo impossível.

Franz assume seu reinado

A conexão entre o Brasil e os integrantes do Franz Ferdinand é intensa. Não é à toa que Alex Kapranos se ajoelhou na beira do palco assim que entrou em cena, nos primeiros acordes de “This boy”.

Já se vão mais de seis meses da primeira parada da banda por aqui, com sua passagem antológica pelo Circo Voador, no Rio de Janeiro. Desta vez, no seu primeiro show “de verdade” em São Paulo, o clima era parecido. Inclusive no abafado da temperatura, rescaldando a realidade gelada do lado de fora e transformando o lugar em algo perto do fevereiro carioca.
No palco, a banda escocesa cuidou do seu serviço fácil. O tempo de estrada, com a turnê que pipocou por toda parte do planeta antes de acabar aqui e agora, fez bem ao show. A banda se segura firme como antes nas suas pancadas dançantes, mas agora com um bocado mais de naturalidade.

Franz Ferdinand @ Motomix 2006, foto Natalie Gunji

E fizeram tudo o que se espera de um grupo que bebe na autoconsagração. Seduziram a platéia, desfiaram todos os hits, juraram não tocar mais o hino “Take me out” (“só mais essa vez”), e apresentaram duas músicas novas – “Can’t stop feeling” e “L. Wells”, velhas conhecidas de quem acompanha os FF pela web. O show não foi tão bom quanto o carioca do início do ano, mas chegou bem perto.

O final, apoteótico, seguiu a já manjada dobradinha “Outsiders”-“This fire”. Na primeira, o também já manjado “Olodum indie” foi formado com Annie, seus músicos de apoio, os Radio 4, os Art Brut e um fã da platéia, estourando os seis tambores extras espalhados no palco.

Depois veio a catarse, o inferno ferdinândico em abençoado fim de turnê. Equipamentos ao chão, uma pandeirola e o teclado (!) jogados para a platéia. Kapranos, fogoso e sem camisa, exibia um legítimo bronzeado de braços, bem ao estilo “sou inglês e passei os últimos dias passeando de camiseta nas praias cariocas”, e tremia. Assim como o público.

Radio gaga

Deu dó do Radio 4. A banda entrou no palco sob o vácuo dos FF para encarar um Espaço das Américas esvaziado, com boa parte da platéia já a caminho de casa ou na fila de autógrafos dos escoceses. Relegados a atração B, depois da estrela da noite, os novaiorquinos fizeram um show morno, ideal só pra quem já conhecia o som.

Radio 4 @ Motomix 2006, foto Natalie Gunji

Apesar de burocrático, o quinteto preparou um resumo da sua já velha carreira, começando com “Enemies like this”, do último disco, e viajando por “Calling all enthusiasts”, “Ascension street”, “Too much to ask for”, “Start a fire”. Nem o repeteco do super-Olodum, com todos no palco de novo, desta vez atacando os bongôs do percussionista em “Dance to the underground”, brilhou como deveria. Mereciam muito mais.

Off the hook

É engraçado ver que nem mesmo a organização do Motomix botou muita fé na popularidade da sua escalação eletrônica, transferindo o DJ set de Peter Hook, baixista do New Order, para o segundo dia do festival. Espertos eles, já que a rebordose eletrônica do domingo primou pela cabecice desenfreada.

A tarde começou no seu ápice, com os alemães do Schneider TM tocando seu ótimo ambient meio dark, meio post rock, para absolutamente ninguém. Na seqüência, o set dispensável de Andrew Weatherall e o minimal de Swayzac e Isolée – o primeiro, bem funkeado, muito mais divertido que o segundo, um balde de água fria experimental que não engrenou no meio do dia. E pra piorar a situação, como sempre acontece, a paulistada chata preferiu assistir a dançar, o dia inteiro. Deviam estar analisando os movimentos semióticos dos glitches nas caixas de som, ou algo tão interessante quanto.

A animação real ficou por conta de Peter Hook e seu set farofento, que irritou a intelligentsia eletrônica da cidade. Hook não é um DJ mas, como todo mundo hoje em dia, assume essa persona para se divertir. E foi isso que o baixista entregou para quem quis receber: diversão gratuita.

Peter Hook @ Motomix 2006, foto Natalie Gunji

Já começou jogando baixo, com “She’s lost control”, do Joy Division, passou por Nirvana, Blur, “My finger is on the button” e mais algumas do Chemical Brothers, “Anarchy in the UK”, a baba eletrônica “Just fuck”, mais “Love will tear us apart” e, óbvio, “Blue monday” e “Bizarre love triangle”, da sua própria banda.

Mas se o set, apesar de divertido, não teve nada de original, o espetáculo ficou por conta do próprio Hook. No alto dos seus cinqüenta anos, ele encarna um moleque sobre as picapes, pulando, fazendo mímica para o público, inventando poses e dancinhas. Parecia estar se divertindo tanto quanto quem desacelerou o senso crítico na platéia, se tornando a grande imagem do festival. Pena que tocou no dia errado.

Motomix, (mais ou menos) minuto a minuto

Saturday, September 16th, 2006

Se você não está aqui, problema seu. E isso não vai ajudar em nada:

. Annie no palco. Da franja loira ao não-vestido preto, puro pop. Ela é o que a Madonna seria se tivesse nascido na Noruega nos anos 80 e tivesse a voz da Nina Hagen. Divertido. Mas depois de vinte minutos, você vê que as músicas são todas iguais. Sorte que só durou mais vinte.

. Art Brut veio e foi, provando todo o seu hype, com a verborragia de Eddie Argos, o vocalista, e seus temas do cotidiano estúpido.

. Frase da noite: “Saiam e formem uma banda. Se são péssimos músicos, façam um zine. Criem uma revista que eu goste de ler. Produzam um filme que eu goste de assistir” – Eddie Argos, o senhor DIY. Isso, claro, antes de ele citar Cansei de Ser Sexy.

. Bananice da noite, na platéia durante o show da Annie:

“Adoro essa garota. Ela é da Finlândia, né?”
“Não, quem é da Finlândia é a Björk!”

. O Espaço das Américas é o lugar com maior número de pontos cegos do planeta.

. Franz Ferdinand, o maior espetáculo da Terra. Desculpem a frase de efeito, mas é a verdade. Melhor show do ano, empatado com eles mesmos em fevereiro.

. Momento mágico da noite: em “Outsiders“, os FF receberam o já clássico reforço na bateria. Art Brut, Radio 4, Annie e um cara da platéia subiram ao palco para socar os seis tambores extras por ali. Foi a Timbalada indie. Depois, “This fire” destruiu o lugar.

. Jogar as baquetas para platéia é coisa ultrapassada. A banda atingiu novos patamares depois de atirar, além de umas vinte baquetas, uma pandeirola, um copo de vinho e… um teclado. O instrumento sumiu na multidão rapidinho.

. Deu dó do Radio 4. Colocar os caras para tocar depois da catarse ferdinândica é sujeira. Todo o potencial foi embora com a maior parte da platéia, que esvaziou o lugar. Mas foi um show bem massa.

. Oi, não acabou? De repente, com esse Modeselektor, me senti nos momentos mais chatos do Skol Beats. Tchau, que já são cinco da manhã.

Franz Ferdinand + Art Brut @ São Paulo

Monday, July 24th, 2006

Favas dadas: Franz Ferdinand é grande atração do Motomix, em setembro, na sua segunda passagem pelo país em 2006. A organização finalmente confirmou de verdade, junto com o Art Brut (que também já tinha dado OK para este blogue no começo do mês).

As duas bandas se juntam ao resto do lineup (com Peter Hook, a norueguesa Annie e uma balaiada de produtores eletrônicos) para a maratona, que acontece dia 16 no Espaço das Américas.

Em março, Franz Ferdinand fez já um dos melhores shows internacionais de 2006, no Circo Voador (resenha da época no post abaixo). Não dá pra ignorar uma segunda apresentação do bando por aqui. 

O show do Franz Ferdinand no Rio de Janeiro

Monday, July 24th, 2006

(publicado originalmente @ Omelete @ 03.2005)

O inferno, dizem, é quente, malcheiroso, lotado e desconfortável. Feito o Circo Voador carioca, em dias pré-carnaval. Mas o inferno nem sempre é uma coisa tão ruim. O show do Franz Ferdinand, que aconteceu nesse cenário dantesco, é a prova.

A banda entrou no palco da estufinha seguindo o velho clichê da pontualidade britânica, pronta para coroar sua turnê relâmpago no Brasil. Metro e meio abaixo, a multidão espremida de fãs que esgotou os ingressos em menos de três dias, programada para devorar qualquer escocês que aparecesse ali naquela noite – mesmo que, para isso, respirar se tornasse um detalhe.

Os integrantes do Franz Ferdinand vêm de uma história ascendente nos últimos cinco anos. Dois ótimos discos, fama e respeito no Hemisfério Norte. Só faltava, perante o microverso tupiniquim, a prova dos nove sobre o palco. Faltava provar que a sonoridade retrô dos estúdios sobrevive aos amplificadores ao vivo.

As duas primeiras escalas da viagem brasileira foram ingratas para os escoceses. Viajando à tiracolo como banda de abertura do U2, tiveram que encarar um estádio lotado de fãs alheios, tocando com som ruim e sendo anulados pelo gigantismo do cenário irlandês. Chegaram a agradar, é verdade. Mas o FF não é banda de arena e, em situações assim, basta um minuto pós-hit radiofônico para qualquer banda de abertura receber garrafadas do público xiita.

Conscientes, fizeram questão de marcar um show solo para aproveitar a platéia de animação mundialmente conceituada. E, desta vez, em um lugar pequeno que joga a favor do que eles realmente são. A consagração era palpável ali, em meio ao vapor.

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