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Uma coleção: Brodarte (ou Rodarte for boys)
Novidade via blog da rede Opening Ceremony, há pouco: saiu a primeira coleção masculina da Rodarte. Pra mim, é surpresa total. E das boas, como dá para sacar pela foto.
A coleção é pequena, de tricôs para o verão. São duas malhas e dois cardigãs, todos com o aspecto artesanal + destruído que virou marca da marca (que desfila sua coleção feminina em Nova York). O de cima é o meu favorito, mas este cardigã também é uma belezinha:
E o nome, Brodarte, é bem simpático, não?
No site da Opening Ceremony dá pra ver (e comprar) todos os looks, em detalhes. A coleção ainda é cápsula, mas a gente torce pra virar uma coisa maior.
…
Por outro lado, os tricôs me lembraram o (sensacional) desfile de inverno 2009 da Reserva. Principalmente por causa deste look:
Foto: Charles Naseh
Em defesa das cuecas brancas
O New York Times publicou hoje um texto comemorando o retorno das cuecas brancas, daquelas básicas. A história é que Eric Wilson, que assina, se emocionou ao encontrar na Macy’s um pacote de três modelos simples da Calvin Klein Underwear, produto que estava fora de circulação há quatro anos. Um trecho:
The style is a basic bikini brief, a marvel of minimalism sold in a three-pack for $24.50. It has the design distinction of a thin elastic waistband sewn into a tunnel of cotton, rather than one of those two-inch-wide billboards blaring the designer’s name in a way that can be interpreted only as a dastardly scheme to achieve market domination via brand impressions made through the pornography and plumbing industries.
Por coincidência, eu visitei a loja da CKU da Oscar Freire hoje de tarde e passei o olho pelas prateleiras das cuecas. Entre megalistras, cavas e outros enfeites, “básico” é palavra que passa longe ali. Pedi um modelo simples e recebi da vendedora uma cueca branca, com um elástico de 10 centímetros e o logo bordado em… amarelo fluo!
E isso não é exclusividade dessa marca, claro. Em outras mais baratas também é difícil encontrar um modelo simples de verdade, sem logotipos, sem padronagens, confortável e em algodão bom. Como escreve Wilson, “roupa íntima ficou muito complicada”.
Curioso é que, no seu texto, o repórter conclui que o retorno da cueca básica – mais barata, de produção mais simples e vendida em pacote econômico – é fruto da crise financeira que estourou pelo primeiro mundo. Faz sentido. Essa parte boa da crise, pelo visto, não bateu aqui ainda.
Uma campanha: Lanvin
A primeira campanha de verão gringa divulgada já é a mais bonita. É a da Lanvin, fotografada pelo casal holandês Inez van Lamsweerde e Vinoodh Matadin e estrelada pelo próprio Vinoodh, com Inez de coadjuvante macabra, toda pintada de vermelho-cor-de-carne-viva.
Apesar de estar ser a mais forte, minha preferida é a abaixo, em P&B, graças ao look.
Atenção à calça, mais larga e pregueada, amarrada na cintura com cinto slim. O detalhe do colorido também é massa: sob a camisa à la smoking, meio transparente, uma regata estampadona – como apareceu no desfile, saca só:
Fotos: Marcio Madeira/Don Ashby & Olivier Claisse.
Vídeo: Dolce & Gabbana, preview
A Dolce & Gabbana é uma das marcas que abraçaram o “online” mais naturalmente. Transmitem desfiles, preparam conteúdo exclusivo e têm até uma revista online própria, a Swide.
No YouTube, o canal da marca também é movimentado. Hoje, entrou no ar o primeiro clipe de preview da coleção masculina de inverno 2011 (que será desfilado em Milão, dia 16.11).
No clipe, curtinho, Stefano e Dolce em ação e pouca roupa. Uma estampa xadrez aqui, um paletó escuro ali. Mas, nos croquis do Stefano, aparece o desenho do que parece ser uma calça com pregas, meu xodó (e aposta) atual. Só isso já me deixa feliz.
Neomacho 101
Arriscando: nosso personagem é um mito moderno, um Nessie de gravata que (parece que) existe mais lá fora do que por aqui. Para longe da Rua Augusta, ainda é massacrado pela cabeça colonial. Mas vem ficando cada vez mais em evidência, de dois anos para cá.
Algo que tem mais a ver com comportamento e cabeça e menos com sexualidade. Um tipo que consegue misturar os signos e montar um ideal de identidade através do guarda-roupa, ainda mais no meio dessa maçaroca de informações.
É algo entre Pereio e Teophillus London, Ney Matogrosso e Indiana Jones, Tom Jobim e Klaus Nomi. Entre o Cole Mohr de vestido, mijando na árvore do Marc Jacobs, e o Tony Curtis travestido, desafinando em Quanto mais quente melhor.
Algo entre o metrosexual e o metrotextual. Que vai do avô imigrante carcamano, que não se arrepende do caso com seu sargento durante a Guerra mas acha que a juventude está perdida, ao seu vizinho teen, que come todas, usa shortinho rosa e não necessariamente ouve MGMT.
Dá pra sacar?













