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Assunto: TV

KT no guarda-roupa

22.09.2006 @ 13:22No Comments

Algumas estratégias de marketing das gravadoras são tão descaradas que dá pra pegar no ar.

Vide KT Tunstall, escocesa que saiu com seu primeiro disco em 2005, e o esforço da EMI em ligar a moça ao mundinho da moda.

“Suddenly I see”, single lançado no comecinho deste ano para promover a edição de Eye to the telescope nos EUA, caiu em pelo menos dois lugares: virou música tema da mocinha de O diabo veste Prada, que estréia aqui hoje, e do núcleo de modelos de Belíssima, novela global que estreou em novembro passado.

Pelo menos a música não é ruim.

Nação Zumbi @ VMB (se não tem tu, vai tu mermo)

20.09.2006 @ 23:453 Comments

O VMB, que acontece daqui a uma semana, vai tomando forma real. Daniela Cicarelli trepou na praia à vista de toda a Internet e é uma das apresentadoras - espera-se que consiga rir de si mesma e suba ao palco de biquíni. Caetano Veloso enfrenta a juventude MTVesca com seu disco indie. E a Living Things, uma banda dos EUA que (uau!) é realmente boa, também toca na noite da premiação.

Ao mesmo tempo, histórias dos bastidores começam a circular pela cidade. A que acabei de ouvir vem da Nação Zumbi - aka a melhor banda brasileira do mercadão, eu diria - que também é atração.

A MTV queria de qualquer jeito escalar os recifenses. Mas também queria colocá-los no palco em dueto com mais alguém, formatando outra daquelas costumeiras jams do VMB que raramente dão certo.

Tentaram emplacar Marcelo D2 nos microfones. A resposta foi um sonoro “nem fodendo”.
Segunda opção, Falcão. Mesma reação.

Chorão ligou pessoalmente, dizendo que “adoraria tocar com a banda” (provavelmente não com essas palavras, tá ligado?), o que deve ter feito Jorge Du Peixe ter pesadelos por uma semana.

Opção vai, opção vem, os produtores de ambos os lados absolutamente histéricos, surgiu o nome de Pitty, que acabou sendo aceita pelos zumbis.

E o ápice dessa história, só quinta-feira que vem. Será que a baiana agüenta, sem levar um atabaque na cabeça?

“Assim é nosso amor, no sexo”

16.07.2006 @ 12:30No Comments

Pensa comigo: isto aqui é Brasil. O rock não salva nada, muito menos um DJ qualquer.

No Brasil raiz, quem salva mesmo é o bom e velho Roberto Carlos. Prova é o depoimento, que (dizem) foi ao ar neste fim de semana depois de Páginas da vida, nova novela global, e ganhou residência no Youtube.

Taí. Robertão, o nosso garanhão cafona de motel AM, mudou a vida da madama. Com uma ajudinha de Erasmo, que também assina “O côncavo e convexo”.

TV Trama Virtual

02.07.2006 @ 20:35No Comments

Em TV, dá pra fazer muita coisa em meia hora. O perigo é quando a produção vai com muita sede ao pote e você faz coisa demais para pouco tempo.

Esse é o grande problema do programa semanal do Trama Virtual, que estreou agora pouco no Multishow. O site, criado para dar vazão à imensa produção independente nacional, é o melhor projeto fonográfico desses últimos anos, responsável pela renovação (em processo) da indústria fonográfica brasileira (e, mais sensivelmente, da própria Trama).

Com todos os méritos que tem, e depois de alimentar um podcast excelente para quem gosta de acompanhar o metier indie, nada mais natural que consiga abrir espaço no ambiente televisivo.

Trama Virtual 

Depois deste primeiro episódio, podemos apontar duas grandes falhas na formatação do programa. A primeira vem ao encontro do primeiro parágrafo deste texto: a afobação ao querer apontar assuntos demais em pouco tempo. Tudo acaba batendo na superficialidade, já que nada é esmiuçado de verdade. TV não é Internet, onde tudo acontece ao mesmo tempo. É um desperdício se limitar a fazer um name dropping no ar, contando com a curiosidade da audiência que, num mundo perfeito, sentaria no computador para saber mais sobre o que apareceu ali.

E assim vai. A entrevista com o Mombojó não fala nada, a dica sobre Tony da Gatorra acaba antes que o telespectador perceba o que está acontecendo e a matéria sobre a cena independente de Santos passa pouco conteúdo - tantas bandas, tantos personagens, e nada é aproveitado de verdade.

O formato mais interessante, da seção que leva uma banda novata a um estúdio (nesta primeira fase com a boa projeto:), é também subaproveitado. Um “reality show” que daria tanto pano para a manga merece mais tempo, mais foco - e não ser dividido em quatro episódios semanais.

Outro deslize é focar o programa em tanta coisa que já faz parte do casting da gravadora mãe. Até faz sentido dar destaque no primeiro episódio para o já citado Mombojó (artistas da Trama), que toca ao vivo. Mas a matéria sobre o show de relançamento de Tim Maia Racional (lançado pela Trama) ficou parecendo um merchandising oficioso sobre o álbum e sobre o DVD do programa Ensaio (Trama, claro). Ok, Racional é talvez o primeiro grande lançamento independente brasileiro. Mas não parece fazer muito sentido falar sobre isso em um programa indie, que tem mais de 30.000 artistas na sua base de dados e muita, muita coisa acontecendo nessa mundo.

Nas “cenas do próximo capítulo” percebe-se que essa tendência não muda para a próxima semana. Rock Rocket toma o lugar no palco, banda que acaba de ser contratada pelo selo do Trama Virtual. E Tom Zé (que também tem discos e um Ensaio lançados pela gravadora) é o indie velho de destaque.

Claro, não falta esforço e criatividade para a equipe por trás do programa. O que falta mesmo é um pouco de paz de espírito para produzir uma coisa mais calma. Talvez fosse melhor focar em um ou dois assuntos por semana, escavar a história de uma banda ou a cena de uma determinada cidade. Nem toda atração musical na TV precisa seguir o padrão MTV. Às vezes, o público quer um pouco de conteúdo.

E vamos admitir, nada mais chato do que João Marcello Bôscoli como apresentador de televisão. Nem aqueles pentelhos infográficos em forma de balões conseguem superar.

Bussunda

17.06.2006 @ 20:16One Comment

Não tem coisa mais chata do que falar sobre morte de humorista.

Mas, friamente, a morte do Bussunda tem o mesmo peso que a morte do Zacarias, em 1990. Muda apenas a geração dos espectadores.

Só espero que ao contrário dos Trapalhões, que afundaram na própria tentativa de manter o coletivo esburacado, os cassetas percebam o não-futuro do programa. Não vejo o Casseta & Planeta sobrevivendo sem um do grupo.