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Assunto: noite

O inferno e os outros

13.11.2006 @ 01:50One Comment

No sábado, tentei conhecer o tal Inferno novo. Às duas da manhã, a fila monstruosa me fez voltar correndo para casa. Achei que era sinal de sucesso até ficar sabendo que o povo da casa curte aquela mania de segurar fila. Belezinha, hein?

Mais traumático foi o domingo, quando me arrastei até o Tom Brasil Nações Unidas para o show de Maria Bethânia e me dei conta de quão ruim é aquele lugar.

Além de ser no quinto dos infernos (foram dez paus de táxi da estação de trem mais próxima), o TB é uma sucessão de tragédias. Com mesas apertadas, cadeiras não voltadas para o palco, sem um milímetro para onde virá-las, é tão confortável quanto a classe econômica de um Fokker 100. Assistir a um show ali significa um exercício complicado em conseguir uma frestinha entre as cabeças à sua frente. Para ajudar, solícitos garçons que não deixam de passar na sua frente durante o show, falando como se nada estivesse acontecendo.

E o público, ah, o público. Assim como os garçons, não deixam de papear um instante sequer. Bethânia se esgoelava no palco e a audiência tratava como uma cantora de boteco. Nos momentos instrumentais, então, a coisa toda degringolava ao nível de um happy hour.

Conclusão: se você não está nas três primeiras fileiras, o Tom Brasil Nações Unidas é o lugar mais escroto para um show. Lembre-se disso.

João Gilberto é que tinha razão.

Prefeitura lacra o Superblast

07.07.2006 @ 17:40No Comments

Lá vamos nós de novo: a prefeitura fechou o Oasis, casa da festa semanal Superblast, em mais uma blitz pela região da Augusta. Empenhados em resolver o problema, os organizadores juram que tudo volta ao normal no sábado que vem.

Culpa, claro, da sensacional banda carioca Supercordas (atração desta semana, ao lado do Drosóphila, de Santos). Quando tocaram na Funhouse, em janeiro, a casa foi alvo da polícia. Voltaram em maio, em plena segunda-feira-PCC. Agora, essa.

Tá, é piada.

Mesmo sem Superblast, os shows estão em pé, em algum lugar da Augusta. Depois informo melhor.

Update: tá marcado para o Crow Rock Bar, point gótico da rua, n. 645. O show da banda vale a pena mas, da última vez que passei na porta do lugar, dei de cara com um rapaz pintado e fantasiado de Corvo, dos pés à cabeça. Hmm.

Cinzeira danada

05.06.2006 @ 13:05No Comments

Segunda-feira malhada, o fim-de-semana passou com uma mega nuvem negra por cima do canto de cá do país. A zica vai:

. Tudo começou com o flop-Vegas, ainda na tarde de sexta. Assunto velho, mas que tem ramificações três tópicos abaixo.

. No sábado, faleceu o querido Antonio Salomão. Câncer. Há quem não goste do seu conteúdo, mas é preciso respeito. Principalmente pelo bom-humor incessante.

. Domingo, Rodrigo Netto, guitarrista dos Detonautas Roque Clube, morreu assassinado no Rio de Janeiro. Tentando salvar a avó, disse o irmão. O vocalista Tico postou manifesto no site oficial - com sua usual eloqüência -, pedindo “reflexão coletiva”. Brutalidade, nem dá pra levar em conta se a banda é tão superestimada quanto parece ser. Quem conheceu o rapaz, garante que era do bem.

. À noite, o trio inglês Eclectic Method tocou de graça no Lov.e (eu avisei). No fim da festa, a vergonha nacional: roubaram o case de DVDs com todo o trabalho irrecuperável dos gringos. Qualé? Claudia Assef avisa no Rraurl que tem recompensa de R$ 10 mil pelo material.

Como ela mesma disse: bruxa solta.

Eclectic Method, de graça

04.06.2006 @ 19:55One Comment

Se você está lendo este post antes das 21h deste domingo, desliga o computador e corre pro Lov.e.

Eclectic Method é atração da noite, de graça. Resquícios dos convidados internacionais do flop-Vegas, realocados pelo resto da cidade.

Depois não diga que não avisei.

A não festa de 2006

04.06.2006 @ 19:53No Comments

O melhor resumo que ouvi, até agora, sobre a não-festa de aniversário do Vegas, veio de um taxista que bate ponto na Augusta.

Aspa: “A prefeitura fechou o Vegas e as outras quatro casas por falta de uma licença permissiva permanente pra festas. O problema é que não cabia todos os convidados. Aí mudaram tudo pra Diuqui, mas alugaram só um salão, que o outro já tava alugado, e a prefeitura fechou de novo”.

Fato é que a prefeitura (que já limou o Atari e vive de olho gordo sobre a Funhouse e A Lôca) promoveu devassa surpresa no meio da tarde de sexta-feira, horas antes da festa.

Resultado: Vegas fechado e os inferninhos alugados para o evento, interditados. As outras dezenas de puteiros vizinhos continuaram abertos, serelepes.

Às dez da noite, depois de tentar mover parte da festa para a boite The Week, Facundo Guerra, um dos sócios do Vegas, postava luto no Orkut: “Tentamos até o último segundo, estamos todos sangrando, mas agora é definitivo”.

Um investimento gigantesco, uma bela festa, e uma rara ação privada para revitalizar a “parte podre” da velha Augusta foram por água abaixo, sob a eficácia incomum da prefeitura de São Paulo.

Teorias sobre a ação, claro, não faltaram. Na sexta mesmo, à boca pequena, a acusação caia sobre Alberto ‘Turco Loco’ Hiar - deputado estadual via PSDB e sócio do recém-aberto Clube Glória, concorrente direto do Vegas.