Archive for the ‘música’ Category

Nokia Trends: as primeiras atrações

Wednesday, October 22nd, 2008

O Tim já tá rolando, o Terra é já já, sobrou o Nokia Trends pra gerar novidades entre os grandes festivais.

A notícia vem via Rraurl, que publicou agora de madrugada: o clássico Bomb The Bass (abertura do Clip Trip, lembra?) e N.A.S.A. (projeto fodástico do Zegon) estão fechados para o Nokia, dia 29/11, no velho e sensacional Cine Marrocos, em São Paulo.

Mas se tem outro nome que está praticamente OK pra tocar no festival é a Kid Sister. Alguém tinha me falado, no fim de semana, que ela vinha se apresentar em novembro num cinema, e eu nem sabia se era novidade. Pois tá aí, um mais um.

Kid Sister

Histórico rápido: a Kid é rapper, menina, mistura de africanos e índios e irlandeses, apadrinhada do Kanye West, irmã de um dos caras do Flosstradamus (que tocam em SP e RJ no outro fim de semana, também via Nokia Trends) e lança o primeiro disco (Dream date) em novembro. O primeiro single, “Pro nails”, é divertido, tem participação do Kanye, fala sobre unhas e esmaltes e ganhou um clipe ótimo. Não precisa de mais nada.

Quer mais um nome pro Nokia? New Young Pony Club.
Mas esse é um chute meio cara de pau.

+ sobre Paul Weller

Tuesday, October 21st, 2008

O Tim Festival anunciou os substitutos para o show cancelado do Paul Weller: os brasileiros Arnaldo Antunes e Roberta Sá. Hein?

Gosto dos dois, mas os fãs do velho inglês foram definitivamente chutados pra fora do festival, sem nem prêmio de consolação. A noite agora ficou boa para quem ia ao show do Marcelo Camelo, que dividiria o palco com Weller.

Só esqueceram de mudar o nome da noite, Bossa mod. De bossa, Arnaldo e Roberta não têm muito. De mod, então… só o Edgard Scandurra, que faz participação no show do Antunes. E olhe lá.

Segundo mensagem postada site do Tim Festival, o empresário jura que Paul Weller toca no festival em 2009. Diz que vem no mesmo vôo do Radiohead.

O cantor também publicou, no seu site, um aviso bem telegráfico sobre o cancelamento. Vale olhar os comentários. Tem brasileiro reclamando do Lula, do próprio Weller, da burocracia… Ninguém acredita muito na história do visto que não saiu.

Mas o mais criativo é o que sugere que todos os fãs deveriam receber uma cópia autografada do último disco do cantor.

Paul Weller não vem mais

Monday, October 20th, 2008

Paul Weller, ex-The Jam e ex-Style Council, agora também é ex-Tim Festival. Os shows começam depois de amanhã, mas o festival está com um dos seus dias zicados. Depois de perder o Gossip, Weller desistiu de vir – tudo por conta de burocracia diplomática envolvendo seu pianista, que é meio-brasileiro.

O Ilustrada no Pop republicou o comunicado oficial da organização, que saiu mais cedo.

Tudo muito bizarro e enrolado, mas a gente acredita com uma pulga atrás da orelha. A parte boa é que agora dá para assistir aos Klaxons (que tocam no mesmo horário, no palco do lado) sem remorso. Valeu, Paul.

A organização jura que está tentando uma atração de porte para substituir o velho mod. É claro que não vai rolar nenhum nome internacional, em tão pouco tempo – não tem ninguém pela região que já não tenha show marcado por aqui.

Um bom substituto seria o Spiritualized, que toca na Argentina e nem vai dar trela pro Brasil. Mas o Tim perdeu o velho alinhamento com o Personal Festival de lá – tanto que, agora, quem divide as atrações com os hermanos é o Planeta Terra.

Uma imagem

Monday, October 20th, 2008

Sound wave

Sound wave, de Jean Shin

Pirando

Saturday, October 18th, 2008

“É uma espécie de honra estar aqui, em função de um passado.” – Arnaldo Baptista

Piração, cada um tem a sua.

Enquanto todo mundo se horrorizava com a loucura do seqüestrador de Santo André (candidato ao Oscar 2010?), o Cinesesc abrigava uma piração mais “saudável e generosa” (entre várias aspas): a estréia paulistana de Loki, documentário sobre Arnaldo Baptista, dentro da programação da Mostra.

Loki

Arnaldo é daqueles gênios que, de tão venerados, têm sua história pessoal mergulhada em mitos. Criador do real rock brasileiro, à frente dos Mutantes. Roqueiro que nunca parou de fritar no ácido. Suicida. Pirado. Nosso Brian Wilson, nosso Syd Barrett, depende da sua fase, depende de quem vê.

Loki é um belo trabalho de redenção de um personagem precioso. O documentário desmistifica a carreira de Arnaldo, mostrando como o moleque apaixonado e talentoso dos anos 60/70 se tornou um músico sisudo e compenetrado, por conta do LSD e da separação (nunca superada, dá pra ver bem) de Rita Lee; se perdeu no seu interior, tentou suicídio e foi resgatado por uma nova alma gêmea, novos amigos, novo hobby, neurônios parados num velho espaço-tempo todo particular. Talentoso e genial mas, lá dentro, só um cara meio perdido e machucado.

“Eu fui levando a vida assim, diante das injustiças”, ele diz, sobre suas várias passagens em hospícios. Em outro momento, deixa bem claro nas entrelinhas que tentou se matar “em homenagem ao aniversário de quem me internou pela primeira vez”. Ou seja, o velho fantasma de Rita (que faz aniversário no dia 31/12. Arnaldo se jogou pela janela no réveillon de 1982).

Ao mesmo tempo, o que é legal, o filme serve pra mitificar ainda mais o homem, uma das maiores jóias do nosso rock. Afinal, não é nada fácil explicar o que se passa/passou pela cabeça de Arnaldo. Ele bem tenta deixar claro, naquele seu jeito de falar que é tão inocente quanto brilhante de tão simples. Duro é acompanhar.

Loki tem o mesmo efeito do show dos Mutantes no começo de 2007, no Parque da Independência. Lá, era difícil não ficar emocionado pela presença dele. Com o filme, também.

Assim como ver Arnaldo ser ovacionado por cinco seis sete minutos, dentro de um cinema lotado. Do jeito que anda a coisa aqui fora, a cabeça dele está muito melhor.

Loki tem pelo menos mais duas exibições na Mostra. Corre.