Skip to Content Skip to Search Go to Top Navigation Go to Side Menu


Assunto: moda

Pete Doherty, nu @ Vogue

19.03.2007 @ 18:564 Comments

Se o rock não lhe dá bola, tente a moda. Se ninguém lhe dá bola, tire a roupa. Taí Pete Doherty aceitando os dois conselhos, enqüanto os Babyshambles ficam no chove-não-molha do starsystem britânico.

A entrada do rapaz no mundinho da moda é automática, via seu namoro com Kate Moss e seu estilinho dândi, que todo mundo sempre gostou. Agora, ele foi adotado de vez pelo staff da Vogue francesa e ganhou a capa da edição dedicada aos homens - a Vogue Hommes - , com perfil de dez páginas e fotos de Mario Testino.

Pete Doherty @ Vogue Hommes

O ensaio inclui um mega-nu frontal, com Pete tendo a decência de guardar o pau com a mão (escondi ali depois do break, pra não chocar ninguém). Não é a primeira vez que ele posa pelado para Testino. Em dezembro, correu a notícia de fotos suas com a ex-Pogues Shane MacGowan - eu nunca vi essas fotos, alguém?

Vendo o ensaio, só bateu uma dúvida: será moda entre os indies ingleses a tatuagem com o nome da banda logo acima do mamilo? Os meninos do Eight Legs fizeram coisa parecida quando estiveram aqui em São Paulo…

(more…)

Funga minha cueca

16.03.2007 @ 19:19No Comments

Pelo menos, eu me divirto.

Test drive: cueca perfumada
(publicado originalmente @ Chic)

“Oi, cheira minha cueca?” A frase não é das melhores, mas é o que deu vontade de sair dizendo por aí quando vesti o alvo deste nosso primeiro test drive: uma cueca perfumada. Minha sorte é que desisti da proposta logo de manhã – se já seria uma cantada medonha na pior sauna gay da cidade, imagina se eu falasse isso para o porteiro do prédio.

A cueca é lançamento da Upman, marca de underwear do Rio Grande do Sul. A novidade, segundo a empresa, são as microcápsulas de perfume presas no tecido, que se rompem no contato com a pele. O cheiro é uma alquimia de couro, figo, patchouli, âmbar, madeira…

Mas a pergunta que fica, melhor do que a proposta do começo, é: para que serve uma cueca perfumada? Pela minha investigação com amigos, a resposta é taxativa: para nada. Uma cueca cheirosa é o equivalente do guarda-roupa ao papel higiênico com cheiro de frutas.

Não que o cheiro seja de todo desagradável. Na minha paranóia, o calor de São Paulo nessa semana fez com que eu andasse com uma nuvem de couro-figo-patchouli ao meu redor. Durante a tarde, passei a sentir o perfume no ar, em todos os lugares, principalmente nos dedos. Mas todo o resto da redação tratou de negar a minha loucura.

De qualquer forma, cheguei à conclusão de que essa cueca só serve mesmo para celibatários ou para quem não pretende dividir a cama com ninguém tão cedo – não seria constrangedor ter de lidar com um aroma repentino vindo de uma área tão… localizada?

Pelo menos a cueca é bem confortável, apesar de ser feita de tecido 100% sintético. Só estou esperando as microcápsulas sumirem – a marca jura que elas ainda duram trinta lavagens…

O xadrez é o novo preto

07.02.2007 @ 20:48No Comments

Essa é a típica matéria sem público alvo. Eu, até hoje, nunca conheci um metrosexual. Hetero, né? Que os outros já ignoraram tudo isso aí abaixo e estão vasculhando os brechós tentando achar qualquer retalhinho Burberry.

Sempre mais útil acompanhada das fotos.

O guarda-roupa masculino para o inverno 2007
(publicado originalmente @ Chic)

Não é de se espantar que os desfiles brasileiros não atraiam muito a atenção do grande público masculino. Enqüanto os centros da moda européia despejam dezenas de fortes coleções para homens a cada temporada, por aqui a coisa diminui cada vez mais.

Basta fazer as contas: para este inverno 2007, apenas cinco nomes fizeram desfiles exclusivamente para os rapazes. São Paulo ficou sem os ternos de Ricardo Almeida, sem o masculino de Fause Haten e sem Maxime Perelmuter, seu nome mais experimental. No Rio de Janeiro, curiosamente, as três marcas masculinas são novatas: os queridinhos da Reserva e, do Rio Moda Hype, R. Groove e Adpac, revelação da temporada. Restam os grandes nomes (como Alexandre Herchcovitch, Ronaldo Fraga, Osklen) e marcas que mostram coleções mistas (Sommer, Vide Bula, Forum, Cavalera…).

Também por isso, fica difícil detectar uma cartela de tendências para a moda masculina tão detalhada como a feminina. Talvez pelo momento difícil da indústria, o mercado se vê forçado a se colocar mais próximo do consumidor, sem grandes criações arriscadas.

Algumas tendências combinam com as femininas, ainda que de forma tímida, como o vinil e o metalizado. Ao contrário da silhueta seca das estações passadas, desta vez o justo vai ter que conviver com alguns looks oversized. Lavagens de jeans, apareceram claras e escuras. Os homens vão continuar usando blasers e coletes mas, agasalhando os looks mais esportivos, a hora é das parcas. Os tricôs fininhos da outra temporada deram espaço para o tricozão pesado em situações esportivas. Nos pés, destaque para as botas e coturnos.

Xadrez Burberry

Mas a grande estrela do inverno para eles é o xadrez, ocupando o espaço das listras, que mal aparecem. Do pied de poule ao cobertor Do Estilista, em look inteiro ou discretinho, a padronagem marcou presença em boa parte das coleções masculinas.

Cat Power, trilha sonora de desfile, II

02.02.2007 @ 20:11No Comments

Quer Chan no desfile da Chanel? Nos primeiros dois minutos deste vídeo dá pra ouvir ela cantando “Naked if I want to”, do The covers record. Quer dizer, nos momentos em que a narradora não está tagarelando.

Cat Power, trilha sonora de desfile

23.01.2007 @ 19:583 Comments

De repente, a moça é assunto recorrente. Chan cantou hoje, ao vivo, fazendo a trilha sonora do desfile de Alta Costura da Chanel, em Paris. Ela virou, desde o ano passado, queridinha do estilista setentão Karl Lagerfeld - que ajudou a hypar os Vive la Fête em 2002 usando a mesma fórmula.

Reza a lenda que quando Karl encontrou Chan pela primeira vez, ela estava esperando um táxi em frente a um hotel, cheia de malas, e fumando. Ele a abordou e disse algo do tipo “só mulheres conseguem ficar bonitas com um cigarro na boca”. Daí ela apontou as olheiras e respondeu: “mesmo com isso na cara?”. E pronto: a cantada mais canastrona de todos os tempos deu em uma amizade improvável.