Arte digital massa: a mineira Marlette Menezes (ilustradora-designer-artista plástica) sobrepõe e gravuriza as imagens do resumo fotográfico diário da Folha Online. O resultado, ela publica no blogue. Sensacional.
Via Marcelo Coelho.
Arte digital massa: a mineira Marlette Menezes (ilustradora-designer-artista plástica) sobrepõe e gravuriza as imagens do resumo fotográfico diário da Folha Online. O resultado, ela publica no blogue. Sensacional.
Via Marcelo Coelho.
Depois da morte do Caçador de Crocodilos, o Youtube foi entupido de vídeos em homenagem ao australiano. É o efeito da massificação cada vez maior dos serviços de vídeo online. Agora, os fãs externam sua comoção via webcam. Enqüanto a gravação com o ataque fatal da arraia não aparece por lá, tem slide show, reprises de programas, discursos emocionados e músicas compostas em homenagem ao cara.
Por alto, este aqui ganha destaque pelo seu efeito involuntariamente (ou não) irônico: uma gravação submarina de um bando de arraias com “U can’t touch this”, do MC Hammer, ao fundo.
Enqüanto as eleições brasileiras vão na base da briga de egos e do horário político transmitido às moscas, lá fora algumas iniciativas interessantes tomam forma.
A Suécia, que também enfrenta um pleito em 2006, já abriga um partido político dedicado à discussão da livre produção e difusão de cultura e informação, batizado ironicamente de Partido Pirata.

Fundado no começo do ano, o grupo lançou no dia 28 um candidato oficial, seu idealizador Rickard Falkvinge, blogueiro e ex-funcionário da Microsoft.
O manifesto do partido, de 15 páginas, vai de encontro direto ao Data Retenction Act, aprovado em novembro de 2005 pela União Européia para controlar com mais eficiência a transmissão de dados pela web (e, de quebra, tentar barrar a livre troca de material pirateado).
No texto, os suecos defendem a livre e anônima transmissão de dados e, conseqüentemente, uma nova visão do copyright, da propriedade intelectual e das patentes registradas. Eles reduzem tudo aos códigos binários que formam os arquivos eletrônicos - ou seja, ler um e.mail pessoal e baixar o disco novo do Bob Dylan, no fundo, é a mesma coisa.
Além de utopia longínqua, o Piratpartiet tem, com seus oito mil afiliados, chances reais de eleger membros para o parlamento nas eleições, marcadas para o final de setembro. Segundo reportes, inclusive, os principais partidos locais mudaram suas visões sobre esses temas depois que os piratas começaram a ganhar popularidade.
Depois da iniciativa dos suecos, o Partido Pirata ganhou filiais registradas em diversos países - Bélgica, França, Itália, Áustria (segundo a já se candidatar às eleições locais deste ano), Espanha, Rússia, Polônia, Alemanha e, sempre mais delicado nesse assunto de luta por direito autoral, os EUA - que aproveitou o mítico 04/07, dia da independência.
(Ironia fina, o grupo também viu a aparição de um domínio britânico, anônimo, que fazem questão de deixar claro que não faz parte dos oficiais - um partido pirata… pirata!)
E o Brasil, nessa história? Alguém tem culhão?
Update: acabei de abrir o jornal e vi que a Folha publicou hoje uma matéria sobre o assunto no caderno de Informática.
Esse assunto dá pano pra manga, se alguém se dispuser a analisar. Mas por enqüanto vai um textinho rápido - o espaço lá não é dos maiores e o tempo também foi curto.

Blogs mapeiam o estilo das ruas
(publicado originalmente @ Chic)
Ignore a passarela e olhe pela janela. Muitas vezes esquecida no cotidiano, é sempre bom lembrar que é na rua que a moda tem sua prova de fogo. É na calçada, mais que nos tapetes vermelhos, que as tendências realmente funcionam - ou não. E é essa criatividade anônima que também alimenta a criação dos estilistas, que atualizam o pacote e o jogam de volta nas ruas.
Hoje, com a crescente utilização dos blogs, pipocam sites pela internet que registram o estilo do cidadão comum, já apelidados de street-style blogs. Mas esse tipo de apontamento não é novidade. As grandes marcas sempre quiseram manter um olho aberto para essas tendências espontâneas – e os escritórios de coolhunting, com seus agentes caçadores de tendências e lifestyle, já fazem esse serviço há anos.
A diferença agora é que essa nova pesquisa é feita por gente comum, despretensiosamente, sem o olhar viciado dos insiders e sem longas análises. O que importa é imagem, e as conclusões ficam por conta dos leitores.
Blogroll
. Face Hunter - é o meu preferido e um dos mais famosos. Quem alimenta é Yvan Rodic, um suíço, radicado em Paris, que viaja pela Europa de máquina fotográfica na mão.
. Hel Looks - outro dos badalados, registra a juventude cool de Helsinque, capital da Finlândia.
. Tokyo Street Style - a navegação é bem chata, mas os japoneses, mestres da moda de rua, não podem ficar de fora.
. The Clothes Project - traz fotos de Singapura, e se esforça em decifrar o look e o personagem registrado.
. Stiliberlin - os jovens alemães sabem das coisas.
. Moscow Street Fashion - tem legendas em russo, mas isso não atrapalha.
. City Runway - de Buenos Aires.
. São Paulo Style - foi encontrado por acidente, mas vale o registro só por ser da vizinhança. Ainda pouco atualizado, tem fotos na Galeria do Rock, na Paulista, no Ibotirama…
. The Sartorialist - o mais falado de todos, que vem de Nova York e é mantido por Scott Schumann. Ficou ainda mais famoso por fazer a cobertura da temporada de desfiles masculinos para o site da Vogue America. O acordo deu tão certo que Schumann já foi contratado para cobrir os femininos também, em setembro.
Esses são só alguns pinçados. É so começar a navegar que eles aparecem às dúzias.
O Google Labs é o paraíso brilhante das estatísticas web aparentemente inúteis, mas que se tornam quase essenciais para quem sabe mexer com fluxo de informação (aka hype) na Internet.
Na semana passada, eles lançaram um brinquedinho novo: o Google Music Trends. Filho direto do excelente Google Trends (no ar desde maio), o GMT produz um ranking semanal do que os usuários do Google Talk estão ouvindo.
O relatório não é quantificado, o sistema (beta) ainda tem alguns bons bugs e imagino que o GTalk não tenha ainda tanta difusão quanto seus concorrentes (MSN e AIM, principalmente). Portanto, não é ainda uma das paradas de sucesso mais confiáveis. Mas já dá pra tirar conclusões interessantes.
No ranking geral desta semana, por exemplo, o Red Hot Chilli Peppers domina, deixando a medalha de prata para o Snow Patrol (que subiu nove posições, trocando de lugar com a chata da Kelly Clarkson).
Claro que a influência é toda dos EUA. A pouca quantidade de usuários gera distorções como na lista inglesa, que dá o primeiro lugar para Nat King Cole. Para os indianos, além de artistas locais, Green Day ganha duas posições com a mesma música (10a. e 20a.).
E claro, como brasileiro adere a qualquer onda relacionada a Internet, o país é um dos cinco com relatórios personalizados.
Para a gente, o sucesso é Kelly Clarkson, seguida de Death Cab for Cutie (o que me surpreendeu). Cansei de Ser Sexy aparece em quinto lugar. E temos também a surreal presença de Pixinguinha (em 12o.) e… Polegar, com “Dá pra mim”, em oitavo!
Conclusão idiota: usuários brasileiros do GTalk freqüentam a Trash 80’s.