Archive for the ‘HQs’ Category

Confissões de super-heróis

Monday, October 20th, 2008

Esse Confissões de super-heróis é um dos melhores nerdocumentários que já vi. Tinha assistido no começo do ano e de repente ele está na seleção da Mostra. Dica certa.

O filme retrata quatro atores fracassados que ganham dinheiro encarnando super-heróis na Calçada da Fama, em Hollywood, e posando para fotos com os turistas que passam por ali. São quatro personagens: um Huk negro, uma Mulher-Maravilha ex-cheerleader, um Batman com problemas de controle de raiva e um Super-Homem pirado.

Confissões de super-heróis

É esse último a estrela loser do doc. O cara se parece com o Christopher Reeves (tem até o mesmo nome) e dedica a vida ao super-herói. Tem uma casa entupida de memorabília e não sabe pensar (e falar) sobre outra coisa. Até a moral, se esforça em copiar. Enquanto os companheiros de filme estão mais para ganhar a vida, ele é daquelas crias meio obsessivas do mundo dos quadrinhos, de dar medo.

Além de bom, o filme tem uma fotografia massa e uma trilha sonora bem boazinha – assinada por Greg Kuehn, que já fez parte do TSOL.

Pateta, o tarado

Thursday, October 12th, 2006

Disneylandia no cio. Pegando Minnie por trás, o Pateta deixa bem claras as suas intenções. Ela prefere largar o cachorrão e ir atrás de um boneco de neve, que mais tarde resolve tarar o próprio Mickey. Pateta, desconsolado, entra em um gang bang com Tico e Teco. Sensacional.

O vídeo sacana foi feito na EuroDisney, com um bando de atores vestindo aquelas fantasias cabeçudas assustadoras que fazem a alegria da criançada.

Foi parar no Youtube e removido logo depois, mas dá pra ver imagens no Daily Mail. Quem achar esse vídeo em algum lugar, me avise.

Update: Tatiana, leitora caridosa, enviou o link pra cá. Vai!

Stan Lee vs. Jorge Ben vs. Sergio Mendes

Monday, September 4th, 2006

Na indústria norte-americana dos quadrinhos, Stan Lee é provavelmente um dos nomes mais exibidos. Adora encampar seus bigodes como personagem dos produtos Marvel, editora que ajudou a criar – procurá-lo como figurante nos filmes baseados nas HQs da empresa é o grande passatempo dos nerds.

Essa introdução, na verdade, é só pra contextualizar. O assunto aqui é que Lee, além de aparecer, parece ter entrado na onda Jorge Ben, alimentada pelo encontro pentelho de Sergio Mendes com o Black Eyed Peas. Explico: na primeira edição do seu projeto egocêntrico mais recente (onde ele se encontra com heróis e vilões da Marvel), “Mas que nada” é trilha sonora de um bate-papo entre o criador e o Homem-Aranha.

Dá pra ver as páginas de preview no Newsarama (aqui e aqui), pra provar que não estou pirando. Só não sei se faz sentido.

Leia mais sobre o projeto aqui.

Super-Homem, o barco naïf

Sunday, July 23rd, 2006

Uma franquia forte, um galã bonitão, uma mocinha de olhos multicoloridos, um diretor hypado e uma das músicas tema mais fortes do cinema. Superman – o retorno tem tudo pra ser um sucesso nas bilheterias. Ou não.

Explico a teoria mal formada: na década de 90, acompanhando a onda da geração perdida pós-yuppies, os quadrinhos estadunidenses passaram por uma vibe de cinismo extremo, que ecoa até hoje. Praticamente todos os personagens grandes da indústria, à parte a qualidade do material publicado, se encaixaram bem no “novo formato”. O grande fracasso entre eles foi o Super-Homem.

É fácil identificar o motivo, basta olhar a essência da figura. O herói, com seu uniforme azul-vermelho-bandeira, é a encarnação do lifestyle americano, defensor dos inferiores oprimidos, sempre disposto a intervir. Um personagem que não se acomoda em uma visão mundo cão da realidade.

Nos últimos anos, com o cinema redescobrindo os quadrinhos, as produções que fizeram sucesso foram aquelas que botaram as manguinhas da crueza de fora. Por isso os X-Men vestiam couro e não abobados uniformes amarelos. Por isso Wolverine é tão aclamado pelas massas. Por isso o vilão de Homem-Aranha não veste uma máscara plástica de duende. E por isso, é claro, que Batman begins finalmente botou o morcego nos trilhos – trocando as firulas pelo quê gótico.

Superman returns

Superman – o retorno, por outro lado, é inocente, ingênuo, quase naïf com seu pega-rapaz eternamente intacto. Brian Synger, o diretor, fez uma ode direta aos primeiros filmes do herói – escolhendo, inclusive, um protagonista que é assustadoramente parecido com Christopher Reeve, o Super-Homem clássico.

Nada de mal nisso. É o filme que o personagem pede, para poder desafiar a física, salvar a donzela em perigo e perguntar “Está tudo bem com a senhora?”, sob um sorriso sincero e uma fotografia iluminada. É o super-bombeiro, pronto para salvar um gatinho na árvore em qualquer subúrbio do mundo. E derrotar o vilão da história sem desferir um mísero soco.

O questionamento: é isso que o público, a geração que nasceu enqüanto o personagem era assassinado nas HQs, engole hoje em dia? E estou falando do espectador comum, aquele que não sabe explicar direito a origem do herói-mito, mas reconhece desde que nasceu o S vermelho – uma marca tão forte quanto a Coca-Cola. A opinião do fanboy babão que vai ficar de pau duro quando reconhecer a capa de Action Comics #01 nas fotos de Jimmy Olsen, neste caso, não conta.

Eu realmente acho que não engole. Superman é bem produzido, com uma boa história, elenco na média e efeitos impecáveis. É um belo filme. Só está 20 anos atrasado.

Efe

Tuesday, June 6th, 2006

Propaganda desvairada para a revista mais genial (e mais barata, eu diria) desses dias.

F.

A F. conseguiu lançar seu # 04, agora via Conrad. Não vi na banca ainda, mas já dá pra comprar no site da editora.

Diz que tem festa de lançamento amanhã em São Paulo, no São Cristóvão, quintal de casa. Eu não vou, daqui a pouco estou no Rio – onde tem coisa também, quinta, na nova La Cucaracha.

Tudo às 19h. De dias diferentes, tiliga.