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Assunto: São Paulo

Øye como va mi ritmo

16.12.2006 @ 01:232 Comments

Acabei de sair do show solo de Erlend Øye no Studio SP e confesso: ainda não saquei o motivo de tanto frisson. Só por ele ser norueguês e ter óculos estilosos?

Erlend Øye @ Studio SP, foto flickr.com/sampaist

Casa cheia, insuportável como anteontem, para um show arrastado e sonolento. Nada que combine com uma sexta-feira à noite. Convenhamos, Erlend não é conhecido por ser um grande violonista. Uma apresentação do rapaz à la banquinho e violão, portanto, não funciona tão bem como deveria. Em 2004, quando ele fez um luau em Ipanema (ao lado do outro King of Convenience, Eirik), dizem ter sido incrível - e não duvido, é só assistir aos vídeos aqui, aqui e aqui. Agora, no palco, a banda fez muita, muita falta.

Mas todo mundo aplaudiu, de qualquer forma. Mesmo que ele tenha dado chiliques (compreensíveis) em Curitiba pelo barulho do público e pedido para que o Studio não abrisse o bar da pista (o que foi devidamente ignorado). Afinal, ele é norueguês e tal.

Erlend Øye @ Oscar Freire, foto divulgação

Fato é que o rapaz gosta tanto do Brasil que está em vias de se tornar figurinha carimbada. Na quarta-feira, anunciou que pretende ficar um tempo por aqui, disse que Eirik também vem e que talvez role um show conjunto. Já foi visto circulando pimpão no mondo hype Oscar Freire (a foto acima é de um coquetel na semana passada) e deve apresentar pockets em qualquer lugar que lhe oferecerem um pouco de silêncio (difícil…).

De tão rodado, daqui a pouco começam a falar mal. Afinal, porra, o cara é norueguês e usa uns óculos bem feios.

Bagel pop

15.12.2006 @ 22:31One Comment

Yummy.

Bagel pop
(publicado originalmente @ Chic) 

De Woody Allen e Dorothy Parker a Bob Dylan, Roy Lichtenstein e Scarlett Johansson, não é de hoje que os judeus nova-iorquinos movimentam a base da cultura pop mundial. Maior concentração judaica fora de Israel, a cidade estadunidense recebeu forte influência dos seus costumes – além da arte e do pensamento, principalmente no seu estômago. Se Paris é conhecida pelos seus croissants, Nova York tem um gigantesco bagel dentro do seu imaginário.

Nada mais lógico, então, que um restaurante especializado nesse pão tradicionalmente judeu ganhe o nome de Pop’s Bagels & Coffee. Ocupando há um ano uma casa pequena na Bela Cintra, afastada da movimentação central dos Jardins, o lugar vem ganhando fãs a cada dia, com suas mesinhas ao ar livre e decoração que remete (claro!) à pop art.

Capitaneado pelo chef Cássio Machado (conhecido pelo B&B Burger Bistrot, ali ao lado), o fast food de luxo do Pop’s tem um pequeno cardápio, onde o sanduíche no bagel é a grande estrela. Apesar das variações nos recheios (como pastrami, rosbife ou o vegetariano, com legumes grelhados), a pedida recomendada é o tradicional lox (iídiche para salmão). Na receita mãe dos sanduíches judeus, o peixe defumado é servido com cream cheese, cebola e tomate (R$ 15). Mas se o sabor é certeiro, difícil é escolher o tipo do pão. A gente indica o coberto com sementes de papoula, mas ainda tem o tradicional, o integral, com parmesão, gergelim…

Sanduíche lox, foto Charles Naseh

Se quiser arriscar menos, já que o paladar brasileiro não é tão familiarizado com o massudo bagel, ou se a fome não for tanta, tente o cachorro quente próprio da casa, servido no pão preto (cerca de R$ 8). É a desculpa perfeita para dar uma olhadinha na prateleira que fica logo na entrada, repleta de mostardas de diversas marcas e origens.

Visitar o Pop’s é uma ótima oportunidade para os góis, como são chamados os não-judeus, conhecerem um pouquinho da culinária desse povo. Aproveite que o Chanucá, a festa judaica de oito dias do final do ano, começa hoje e erga um brinde a eles.

Pop’s Bagels & Coffee
Rua Bela Cintra, 1541 – Jardins
Tel 11 3063 5232

Festa buddy

08.12.2006 @ 15:41No Comments

Eu sei, a coisa aqui tá parada. O motivo é nobre (aka salário).

Mas olha aí: hoje tem festa do Sampaist amigo, no Studio SP. Nunca vi ninguém comemorar aniversário de oito meses, mas acho que a coisa vai ser boa. Detalhes ali.

Fast coffee, II

30.11.2006 @ 23:326 Comments

Estive há pouco na recepção de inauguração da primeira Starbucks brasileira, que começa a funcionar amanhã para o público, no MorumbiShopping.

Entre um punhado de velhos ricos e Sérgio Mendes (que, dizem, estava lá - eu não achei), foi o primeiro coquetel que vi servir mais café que prosecco. Apesar dos preços (R$ 2.80 um expresso, os cafés mais elaborados estão na casa dos R$ 10) e de estar enfurnada nos fundos de um shopping insuportável, a cafeteria é realmente um ambiente convidativo. Pra quem gosta de passar horas lendo e engolindo cafeína, as poltronas em camurça do lugar são uma bela pedida.

Mas o café, ah o café, é exatamente como eu temia. Aguado como dizem ser o bom (bom?) café servido nas lanchonetes dos EUA. Perfeitamente aguado para ser servido nas canecas de meio litro, vendidas ali (uma estampada com o MASP, outra ilustrada com um tucano clichezento) lado a lado com pacotes de pó de todo o mundo (a bizarros R$ 30 a saca de 250 gramas, tem até da Guatemala Antiga).

Espero que o “expresso brasileiro”, oferecido no cardápio, seja menos intragável. Esse que, aliás, eu vou demorar pra conseguir experimentar. Afinal, o frisson pela abertura da Starbucks deve se comparar ao dos primeiros Burger King, em 2004. Lembra das filas?

E a pergunta que fiz em outubro ainda está no ar: abrir a primeira filial de uma cafeteria que ficou famosa pelas suas lojas de rua, dentro de uma livraria que fica dentro de um shopping é realmente estratégia que preste?

A ‘classe A’ no cinema

28.11.2006 @ 01:41No Comments

Agora de noite, fui à pré-estréia de Maria Antonieta. Público alvo, toda aquela gente que move as colunas sociais - estilistas, designers, consultores, jornalistas de luxo, peruas, magnatas. Muito prosecco, macarons, aquela coisa.

Mas o mais divertido foi na hora da entrada na sala, pós-coquetel. Enquanto as pessoas normais fazem fila automaticamente, minutos antes de começar a sessão, os proclamados chiques e famosos aglomeram-se de forma blasé na porta, papeando, como se nada estivesse acontecendo.

É o cúmulo do eufemismo.