Acabei de sair do show solo de Erlend Øye no Studio SP e confesso: ainda não saquei o motivo de tanto frisson. Só por ele ser norueguês e ter óculos estilosos?

Casa cheia, insuportável como anteontem, para um show arrastado e sonolento. Nada que combine com uma sexta-feira à noite. Convenhamos, Erlend não é conhecido por ser um grande violonista. Uma apresentação do rapaz à la banquinho e violão, portanto, não funciona tão bem como deveria. Em 2004, quando ele fez um luau em Ipanema (ao lado do outro King of Convenience, Eirik), dizem ter sido incrível - e não duvido, é só assistir aos vídeos aqui, aqui e aqui. Agora, no palco, a banda fez muita, muita falta.
Mas todo mundo aplaudiu, de qualquer forma. Mesmo que ele tenha dado chiliques (compreensíveis) em Curitiba pelo barulho do público e pedido para que o Studio não abrisse o bar da pista (o que foi devidamente ignorado). Afinal, ele é norueguês e tal.

Fato é que o rapaz gosta tanto do Brasil que está em vias de se tornar figurinha carimbada. Na quarta-feira, anunciou que pretende ficar um tempo por aqui, disse que Eirik também vem e que talvez role um show conjunto. Já foi visto circulando pimpão no mondo hype Oscar Freire (a foto acima é de um coquetel na semana passada) e deve apresentar pockets em qualquer lugar que lhe oferecerem um pouco de silêncio (difícil…).
De tão rodado, daqui a pouco começam a falar mal. Afinal, porra, o cara é norueguês e usa uns óculos bem feios.


