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Assunto: cotidiano

Festa buddy

08.12.2006 @ 15:41No Comments

Eu sei, a coisa aqui tá parada. O motivo é nobre (aka salário).

Mas olha aí: hoje tem festa do Sampaist amigo, no Studio SP. Nunca vi ninguém comemorar aniversário de oito meses, mas acho que a coisa vai ser boa. Detalhes ali.

Fast coffee, II

30.11.2006 @ 23:326 Comments

Estive há pouco na recepção de inauguração da primeira Starbucks brasileira, que começa a funcionar amanhã para o público, no MorumbiShopping.

Entre um punhado de velhos ricos e Sérgio Mendes (que, dizem, estava lá - eu não achei), foi o primeiro coquetel que vi servir mais café que prosecco. Apesar dos preços (R$ 2.80 um expresso, os cafés mais elaborados estão na casa dos R$ 10) e de estar enfurnada nos fundos de um shopping insuportável, a cafeteria é realmente um ambiente convidativo. Pra quem gosta de passar horas lendo e engolindo cafeína, as poltronas em camurça do lugar são uma bela pedida.

Mas o café, ah o café, é exatamente como eu temia. Aguado como dizem ser o bom (bom?) café servido nas lanchonetes dos EUA. Perfeitamente aguado para ser servido nas canecas de meio litro, vendidas ali (uma estampada com o MASP, outra ilustrada com um tucano clichezento) lado a lado com pacotes de pó de todo o mundo (a bizarros R$ 30 a saca de 250 gramas, tem até da Guatemala Antiga).

Espero que o “expresso brasileiro”, oferecido no cardápio, seja menos intragável. Esse que, aliás, eu vou demorar pra conseguir experimentar. Afinal, o frisson pela abertura da Starbucks deve se comparar ao dos primeiros Burger King, em 2004. Lembra das filas?

E a pergunta que fiz em outubro ainda está no ar: abrir a primeira filial de uma cafeteria que ficou famosa pelas suas lojas de rua, dentro de uma livraria que fica dentro de um shopping é realmente estratégia que preste?

A ‘classe A’ no cinema

28.11.2006 @ 01:41No Comments

Agora de noite, fui à pré-estréia de Maria Antonieta. Público alvo, toda aquela gente que move as colunas sociais - estilistas, designers, consultores, jornalistas de luxo, peruas, magnatas. Muito prosecco, macarons, aquela coisa.

Mas o mais divertido foi na hora da entrada na sala, pós-coquetel. Enquanto as pessoas normais fazem fila automaticamente, minutos antes de começar a sessão, os proclamados chiques e famosos aglomeram-se de forma blasé na porta, papeando, como se nada estivesse acontecendo.

É o cúmulo do eufemismo.

O inferno e os outros, II

24.11.2006 @ 15:54No Comments

O staff do Inferno replica o meu post do dia 13, acusando a casa de segurar filas. Segundo eles, o problema foi no som.

O que é justo é justo, o benefício da dúvida taí. Falta agora tirar a prova dos nove. Tá sabendo do show da Pelvs por lá, semana que vem? Oportunidade perfeita.

Sobre o novo Secretário de Cultura carioca

22.11.2006 @ 05:205 Comments

Já virou clichê esse papo de “eleitor brasileiro não tem memória”. Então vamos relembrar algumas coisas.

Em 1996, o Circo Voador foi fechado pela prefeitura do Rio de Janeiro. Segundo o que conta a história, Luiz Paulo Conde, prefeito eleito nas eleições daquele ano, comemorou sua vitória ali e bateu de frente com uma platéia punk que foi assistir ao show dos Ratos de Porão e (acho) Garotos Podres, marcado para o mesmo dia. Conde, obviamente, saiu do Circo vaiado pelos punks, o que causou rebuliço na mídia e o fechamento do lugar pelo ainda prefeito César Maia. Motivos oficiais, as reclamações dos vizinhos pela precariedade acústica do palco, demolido no ano seguinte. Ponto.

Já nas eleições de 2000, em articulação com Fernando Gabeira e Maria Juçá, eterna defensora do CV, César Maia colocou na sua pauta a reconstrução do espaço. Maia concorria com seu ex-aliado Conde. Venceu e cumpriu a promessa, reabrindo o Circo em 2004. Ponto.

Corta para a semana passada, quando o novo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, anuncia o seu novo Secretário de Cultura. O nome? Luiz Paulo Conde, mesmo pivô da demolição do primeiro Circo, ex-vice de Rosinha Garotinho e que, olha só, se elegeu prefeito em 1996 derrotando o próprio Cabral. É uma cacetada ou não? Na minha cabeça, é um perigo.

Jogo a bola pra cariocada.