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Assunto: cotidiano

The Jillers, II

05.01.2007 @ 20:17One Comment

Em novembro, falei da confusão que o povo da Fnac fez com o título do novo disco dos Killers. Naquela época, o erro não durou mais uma semana. Mas agora o álbum voltou à prateleira de destaques, com nova roupagem: Sam’s town virou “Sam’s tour” na plaqueta.

A tipografia escrota dos títulos vai além: o novo do Damien Rice, 9, virou “q” na sua etiqueta. Mas essa é compreensível - até hoje eu tenho dúvidas se o outro disco se chama O ou 0

Hund in i den här kam Julen rytm

22.12.2006 @ 17:38No Comments

Estou entrando em recesso de natal, e não volto pra cá antes de terça-feira. Pelo visto, meu banco de dados também resolveu parar de funcionar, então nem sei quando este post (e os anteriores) vão entrar no ar.

De qualquer forma, pra entrar no clima, encerro aqui com o single natalino da El Perro del Mar, cujo show da semana passada eu ainda não tive culhões de escrever sobre, de tão sensacional. É só apertar o play. O título do post é “cão em ritmo deste natal pentelho” em sueco, segundo este tradutor online. Aposto que tá todo errado.

É isso então. Espero que ninguém morra.

Seu Jorge, cara de poste

20.12.2006 @ 19:50No Comments

Quem andou pelas áreas centrais de São Paulo nas duas últimas semanas deu de cara com, pelo menos, uma dúzia de stencils misteriosos de um rosto familiar.

Seu Jorge, Sagatiba, foto Eduardo Viveiros

Depois de um tempo de pulga atrás da orelha, o mistério veio à tona. A fuça é de Seu Jorge, o nego brasileiro mais adotado pela finesse européia. A campanha agressiva - que se completou/explicou depois com lambe-lambes, postais e anúncios ‘normais’ - é da Sagatiba, auto-proclamada fina flor da cachaça nacional.

Eterna busca“, além de slogan da pinga, é o título da nova música do cantor, que já toca nas rádios e é carro chefe do seu novo álbum. Até aí tudo normal, se a campanha publicitária da marca não ultrapassasse as fronteiras do bom senso e se enfiasse no meio da faixa. Mas a bebida é a musa de inspiração da letra, declaradamente, com seu nome repetido várias vezes (dá pra ouvir - e baixar o mp3 - aqui).

Não quero discutir, porém, a esperteza sacana da Sagatiba (que ganha publicidade infinita sem gastar um puto, em teoria, com divulgação) nem a “integridade artística” de Jorge (que sempre achei um grande caso de superestimação sonora. E sua parceira com marcas não é novidade - ou você não lembra que o seu primeiro álbum só foi lançado por aqui em parceira com a grife Mandi, da qual ele foi garoto propaganda?).

O problema, aqui, é que marketing de guerrilha tem limites. E a cachaçaria ultrapassou a todos, estampando o cantor estilizado em um número surreal pela cidade. Aqui na Vila Madalena, onde também fica a casa brasileira do rapaz, é uma overdose: postes em seqüência; tapumes com dois, três, quatro em uma esquina; nem muros residenciais escaparam, o que já vira sacanagem das brabas.

A pergunta que fica é: no fim das contas, quem paga o pato? E a tinta?

Seu Jorge, Sagatiba, foto Eduardo Viveiros

Afinal, encarar Seu Jorge todo dia de manhã no caminho do trabalho é dose pra leão.

Øye como va mi ritmo

16.12.2006 @ 01:232 Comments

Acabei de sair do show solo de Erlend Øye no Studio SP e confesso: ainda não saquei o motivo de tanto frisson. Só por ele ser norueguês e ter óculos estilosos?

Erlend Øye @ Studio SP, foto flickr.com/sampaist

Casa cheia, insuportável como anteontem, para um show arrastado e sonolento. Nada que combine com uma sexta-feira à noite. Convenhamos, Erlend não é conhecido por ser um grande violonista. Uma apresentação do rapaz à la banquinho e violão, portanto, não funciona tão bem como deveria. Em 2004, quando ele fez um luau em Ipanema (ao lado do outro King of Convenience, Eirik), dizem ter sido incrível - e não duvido, é só assistir aos vídeos aqui, aqui e aqui. Agora, no palco, a banda fez muita, muita falta.

Mas todo mundo aplaudiu, de qualquer forma. Mesmo que ele tenha dado chiliques (compreensíveis) em Curitiba pelo barulho do público e pedido para que o Studio não abrisse o bar da pista (o que foi devidamente ignorado). Afinal, ele é norueguês e tal.

Erlend Øye @ Oscar Freire, foto divulgação

Fato é que o rapaz gosta tanto do Brasil que está em vias de se tornar figurinha carimbada. Na quarta-feira, anunciou que pretende ficar um tempo por aqui, disse que Eirik também vem e que talvez role um show conjunto. Já foi visto circulando pimpão no mondo hype Oscar Freire (a foto acima é de um coquetel na semana passada) e deve apresentar pockets em qualquer lugar que lhe oferecerem um pouco de silêncio (difícil…).

De tão rodado, daqui a pouco começam a falar mal. Afinal, porra, o cara é norueguês e usa uns óculos bem feios.

Bagel pop

15.12.2006 @ 22:31One Comment

Yummy.

Bagel pop
(publicado originalmente @ Chic) 

De Woody Allen e Dorothy Parker a Bob Dylan, Roy Lichtenstein e Scarlett Johansson, não é de hoje que os judeus nova-iorquinos movimentam a base da cultura pop mundial. Maior concentração judaica fora de Israel, a cidade estadunidense recebeu forte influência dos seus costumes – além da arte e do pensamento, principalmente no seu estômago. Se Paris é conhecida pelos seus croissants, Nova York tem um gigantesco bagel dentro do seu imaginário.

Nada mais lógico, então, que um restaurante especializado nesse pão tradicionalmente judeu ganhe o nome de Pop’s Bagels & Coffee. Ocupando há um ano uma casa pequena na Bela Cintra, afastada da movimentação central dos Jardins, o lugar vem ganhando fãs a cada dia, com suas mesinhas ao ar livre e decoração que remete (claro!) à pop art.

Capitaneado pelo chef Cássio Machado (conhecido pelo B&B Burger Bistrot, ali ao lado), o fast food de luxo do Pop’s tem um pequeno cardápio, onde o sanduíche no bagel é a grande estrela. Apesar das variações nos recheios (como pastrami, rosbife ou o vegetariano, com legumes grelhados), a pedida recomendada é o tradicional lox (iídiche para salmão). Na receita mãe dos sanduíches judeus, o peixe defumado é servido com cream cheese, cebola e tomate (R$ 15). Mas se o sabor é certeiro, difícil é escolher o tipo do pão. A gente indica o coberto com sementes de papoula, mas ainda tem o tradicional, o integral, com parmesão, gergelim…

Sanduíche lox, foto Charles Naseh

Se quiser arriscar menos, já que o paladar brasileiro não é tão familiarizado com o massudo bagel, ou se a fome não for tanta, tente o cachorro quente próprio da casa, servido no pão preto (cerca de R$ 8). É a desculpa perfeita para dar uma olhadinha na prateleira que fica logo na entrada, repleta de mostardas de diversas marcas e origens.

Visitar o Pop’s é uma ótima oportunidade para os góis, como são chamados os não-judeus, conhecerem um pouquinho da culinária desse povo. Aproveite que o Chanucá, a festa judaica de oito dias do final do ano, começa hoje e erga um brinde a eles.

Pop’s Bagels & Coffee
Rua Bela Cintra, 1541 – Jardins
Tel 11 3063 5232