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Assunto: @ Chic

Fast coffee, III

13.01.2007 @ 17:35No Comments

Na seqüência do “oi, meu nome é Josimar”. Prometo que não volto mais a esse assunto tão cedo - mas já viu que a próxima loja vai ser dentro do Higienópolis? Deve abrir em março.

Starbucks no Brasil
(publicado originalmente @ Chic)

Se os sanduíches de bagel são, ao lado dos cheesebúrgueres, o símbolo da comida rápida da Nova York pop, poucas bebidas americanas são tão icônicas quanto os cafés gigantes servidos nos copos de papel da Starbucks. Fundada há 36 anos, a rede de cafeterias se tornou rapidamente símbolo do lifestyle yuppie da cidade – seja pelo marketing agressivo, seja por Hollywood. Quem não se lembra da bebida aparecendo, mesmo que de maneira velada, nos filmes de Woody Allen, em Sex and the city ou O diabo veste Prada?

Starbucks, foto divulgação

Com tudo isso, o frisson da abertura da primeira loja no Brasil era esperado. As filas depois da inauguração, em novembro do ano passado, rivalizavam com as dos primeiros Burger King em 2004. De primeira tacada, foram duas lojas dentro do MorumbiShopping. E agora, quase dois meses depois, a multidão ainda não desapareceu.

“É preciso muita paciência”, disse o atendente, enquanto anotava o meu nome no copo (a intimidade com o cliente é rotina na rede). Realmente, a fila demorada não é só efeito da curiosidade brasileira. Difícil mesmo é encarar o gigantesco cardápio que você enfrenta, caso queira mais do que um simples café.

Qual o tamanho do copo? Quente ou frio? Leite normal ou de soja? Sabor extra de caramelo, framboesa, menta? Chantilly, talvez? Normal ou light? As opções confundem qualquer mortal. É capaz que, nos momentos mais calmos, eles até acabem deixando o cliente operar as máquinas do café.

Já que o forte são as bebidas, as comidinhas não trazem nada de inovador. O menu foi adaptado para o gosto do brasileiro, ganhando os tradicionais pães de queijo. Se quiser algo mais elaborado, tente o wrap de presunto cru e cream cheese (R$ 13,50) ou a baguette com frango al pesto (R$ 9,50). Ou, com mais coragem, o croissant de presunto, queijo, abacaxi e mel (R$ 6,50). Irresistíveis mesmo são os doces – destaque para o brownie (R$ 5,00) e o muffin de blueberry, clássico da matriz norte-americana (R$ 6).

O outro clássico da rede são os Frappucinos, batidos à base de café e chantilly, com muito gelo. É divertido se aventurar nas opções de sabores para rebater os dias de calor. O hit, os baristas juram, fica dividido entre o Mocha e o Caramelo (entre R$ 7,50 e R$ 11,50, dependendo do tamanho).

E, claro, os cafés também estão ali. Novamente, as opções são gigantescas - do macchiato (com a espuma do leite) ao mocha branco. Mas quem quiser deixar essas frescuras de lado e beber apenas um bom café puro, pode se dar por feliz com as duas opções, sempre fortes e bem tiradas: o expresso clássico ou o Brasil blend (R$ 2,80), com uma combinação de grãos do país.

Duro é encarar a versão americana do expresso – aquele com uma dose extra de água, tornando tudo sem graça. Eles lá batizaram de café ‘suavizado’. Mas, na minha terra, a gente chama de ‘aguado’ mesmo.

Eight Legs @ SP, trilha de desfile, II

09.01.2007 @ 19:01No Comments

Mistério fechado. Depois que o último post saiu também ali, o SPFW correu atrás e soltou (via seu site oficioso de notícias, claro) a info correta. Os Eight Legs não fazem trilha de desfile coisa nenhuma: tocam em um show fechado no lounge da Fiat, um dos patrocinadores do evento. A data se mantém: 25.01.

Fechou.

Bagel pop

15.12.2006 @ 22:31One Comment

Yummy.

Bagel pop
(publicado originalmente @ Chic) 

De Woody Allen e Dorothy Parker a Bob Dylan, Roy Lichtenstein e Scarlett Johansson, não é de hoje que os judeus nova-iorquinos movimentam a base da cultura pop mundial. Maior concentração judaica fora de Israel, a cidade estadunidense recebeu forte influência dos seus costumes – além da arte e do pensamento, principalmente no seu estômago. Se Paris é conhecida pelos seus croissants, Nova York tem um gigantesco bagel dentro do seu imaginário.

Nada mais lógico, então, que um restaurante especializado nesse pão tradicionalmente judeu ganhe o nome de Pop’s Bagels & Coffee. Ocupando há um ano uma casa pequena na Bela Cintra, afastada da movimentação central dos Jardins, o lugar vem ganhando fãs a cada dia, com suas mesinhas ao ar livre e decoração que remete (claro!) à pop art.

Capitaneado pelo chef Cássio Machado (conhecido pelo B&B Burger Bistrot, ali ao lado), o fast food de luxo do Pop’s tem um pequeno cardápio, onde o sanduíche no bagel é a grande estrela. Apesar das variações nos recheios (como pastrami, rosbife ou o vegetariano, com legumes grelhados), a pedida recomendada é o tradicional lox (iídiche para salmão). Na receita mãe dos sanduíches judeus, o peixe defumado é servido com cream cheese, cebola e tomate (R$ 15). Mas se o sabor é certeiro, difícil é escolher o tipo do pão. A gente indica o coberto com sementes de papoula, mas ainda tem o tradicional, o integral, com parmesão, gergelim…

Sanduíche lox, foto Charles Naseh

Se quiser arriscar menos, já que o paladar brasileiro não é tão familiarizado com o massudo bagel, ou se a fome não for tanta, tente o cachorro quente próprio da casa, servido no pão preto (cerca de R$ 8). É a desculpa perfeita para dar uma olhadinha na prateleira que fica logo na entrada, repleta de mostardas de diversas marcas e origens.

Visitar o Pop’s é uma ótima oportunidade para os góis, como são chamados os não-judeus, conhecerem um pouquinho da culinária desse povo. Aproveite que o Chanucá, a festa judaica de oito dias do final do ano, começa hoje e erga um brinde a eles.

Pop’s Bagels & Coffee
Rua Bela Cintra, 1541 – Jardins
Tel 11 3063 5232

Olha meu terno!

09.12.2006 @ 03:26No Comments

Textinho rápido de moda sobre os mods, a toque de caixa. Nada que você já não saiba, acredite. Se eu fosse você, pulava esse post e ia assistir Quadrophenia, que saiu há alguns meses no Brasil em DVD duplo.

Aliás, tá sabendo que os Cachorro Grande deram fôlego a uma grife do sul? Sensacional.

Os mods nunca morrem
(publicado originalmente @ Chic)

Na primeira metade dos anos 60, enquanto a moda feminina via Mary Quant e Courrèges disputando a paternidade da minissaia, os homens viviam seu período mais estiloso. A Swinging London abrigava o nascimento dos mods.

Originalmente um movimento de jovens de classe média, os mods criaram seu próprio lifestyle de música e moda. Abraçaram a música negra dos EUA, particularmente a Motown, em detrimento do rock que começava a crescer. Rapidamente, movidos pelas anfetaminas populares na época, criaram seu próprio movimento musical – liderado principalmente pela banda The Who.

The Who

Preocupadíssimos com o visual, os mods ficaram conhecidos pela alfaitaria bem ajustada, ternos de três botões, gravatinhas, blusas estampadas, cabelos compridos e bem cortados. Cuidavam das roupas tanto quanto das lambretas que usavam por toda Londres, sempre decoradas com vários espelhos.

Calças Levi’s era uma febre (e tinham todo um truque especial: os jeans eram vestidos ensopados, para “se adaptarem ao corpo”), ao lado das pólos da marca do tenista Fred Perry e das roupas Ben Sherman. A grife do estilista inglês, que já foi chamado de ‘Mod God’, existe até hoje e foi a responsável por massificar o grande sinal mod – o círculo branco, azul e vermelho, baseado no símbolo da Força Aérea Britânica.

O movimento se desfez durante os anos 70, com a explosão do flower power hippie, mas permanece vivo até hoje. Em 1979, o filme Quadrophenia alimentou um pequeno revival, liderado pela banda The Jam. Produzido pelos integrantes do The Who (ironicamente, nesta época já inseridos em uma vibe riponga), e recentemente lançado em DVD duplo no Brasil, Quadrophenia conta os conflitos da época entre os mods e os rockers, que usavam couro, veneravam Elvis Presley e preferiam motos mais modernas.

Nos anos 90 o mod ganhou nova força, travestido no britpop de Oasis, Blur e companhia. Se estes já não são tão estilosos, a década produziu o overmod Jarvis Cocker, que acaba de lançar um disco solo. Casado com a stylist Camille Bidault, Cocker recentemente causou polêmica ao dizer que moda e música não deviam andar juntos. Mas mesmo assim, com seus óculos-marca registrada, não deixa de lado o visual apurado.

No Brasil a cena mod também é recorrente, principalmente entre os sulistas, que têm um inverno mais condizente com os ternos à la Londres. A banda mais conhecida é a gaúcha Cachorro Grande, que acabou gerando uma grife amiga, especializada no figurino.

Pra ela, eu digo sim

25.10.2006 @ 18:55No Comments

Esse texto faz mais sentido quando acompanhado das fotos, no original. Mas vai aí pro arquivo.

O não-estilo de Karen O
(publicado originalmente @ Chic)

Ela não liga para as últimas tendências, não paparica estilistas famosos e nem se preocupa muito em combinar a saia com o sapato. E mesmo assim, está no topo da pirâmide fashion do rock produzido nos últimos anos. Ela é Karen O, vocalista do Yeah Yeah Yeahs, banda atração do Tim Festival, que acontece nos próximos dias no Rio, em São Paulo, em Vitória e em Curitiba.

Karen O

Karen, 28 anos, explodiu como ícone de estilo em 2001, quando o YYY lançou o seu primeiro disco independente. Sua fisionomia fora dos padrões, mistura da descendência polonesa e coreana, logo atraiu as atenções. E hoje, dois discos depois (o mais recente, Show your bones, saiu este ano), ela continua arrasando no guarda-roupa.

Impossível definir seu visual. Para quem nunca viu a banda ao vivo, Karen pode ser explicada como uma versão globalizada da nossa Lovefoxxx, vocalista do Cansei de Ser Sexy. Seu cabelo costumava ser rebelde e cobrir todo o seu rosto. Hoje, menos tímida, adotou um corte mais curto, tipo tigelinha. Adora uma roupa colorida e estranha. Hoje pode estar com um curtíssimo vestido de cetim roxo, amanhã com um maxi-pool de veludo vermelho e depois com um meigo vestidinho rosa. E, claro, todo mundo vai achar supernormal.

A cantora tem uma estilista do coração: Christian Joy, amiga de Nova York, que produz boa parte dos seus figurinos. Mas Karen bem que poderia aproveitar a visita ao Brasil para conhecer alguns dos nossos novos estilistas. Ela se esbaldaria nas araras da Amonstro, por exemplo.