O calendário oficial do Tim Festival saiu aí mais cedo - se não viu, copy+paste lá embaixo, depois do break. Sem grandes nomes que já não tenham vazado, e sem A atração histórica da vez - à la Brian Wilson, Patti Smith - parece mais xoxo do que parece.
O Rio não é mais a cidade oficial do Timfa, já que todas as atrações internacionais vêm para São Paulo. Ponto negativo: capaz de esvaziar a versão carioca (que só tem paulista mesmo…), em troca de shows ruins no Anhembi. Ponto positivo: São Paulo tem o Auditório Ibirapuera; Cat Power, ali, vai ser antológico.
O formato também mudou, dispensando as tendas que herdaram do velho Free Jazz. Agora o lance é ‘noite temática’, tipo feira da música. Bom que tenta atrair um público mais conciso, mas aposto que vai refletir no preço do ingresso (na configuração anterior, eram quatro séries de shows por três noites. Agora, chega a sete, no RJ, que perdeu uma noite. Em SP, os shows se esparramam por cinco dias, em três lugares diferentes). Dá-lhe bolso.
Acho meio sacal a noite se estender com DJs (QUATRO sets simultâneos?), mas isso é rabugice minha. Acho mais duvidoso o palco dedicado só a bandas indie brasileiras. A pergunta que fica é: quem eles esperam que fique até alta madrugada para ver o show do Del Rey (que é classe mas, no final das contas, é uma banda cover)? Me façam morder a língua.

