Como eu mesmo não fui ao Coachella (como você, ou não estaria aqui lendo), só resta roer as unhas e acompanhar os shows via Youtube. Gisela Gueiros, a primeira correspondente internacional deste blogue, mandou suas impressões do primeiro dia de shows, ontem, de alguma biboca californiana. Taí:
Tenho pouquíssimo tempo pra ficar aqui na net, mas lá vai um resuminho da maratona musical que foi ontem, nosso primeiro dia de Coachella. Depois de três horas de fila num sol de 40 graus, entramos no festival - que é num lugar de campo de pólo, com grama verdinha como as dos campos de golf. O clima lá dentro é bem mais quadrado do que se imagina: bebida só nas áreas chamadas ‘beer garden’, onde o povo bebe e aproveita pra ficar na sombra, já que não tem nuvens, nem árvores. São 5 palcos e as atrações pipocam. Pra começar vimos Flosstradamus e Noisettes - muito bom, por sinal. Pausa para um vinho branco - sim, o vinho branco é delicioso e custa o mesmo que a cerveja (sete dólares).
Depois disso, entramos no clima. E chegou a hora do primeiro show bom do dia: Amy Winehouse. Acho que quando montaram o line up ela ainda não tava tão bombada, então deram uma tenda pequena pra ela, em vez de um dos dois palcos principais. Saia gente por tudo quanto é lado, e a Amy é maravilhosa! Linda, gostosona, simpática. Foda. Cantou todas do último disco, bebeu whisky durante o show e pediu um extra drink no meio da apresentação.
Depois da Amy teve Of Montreal, que foi meio decepcionante, teve Arctic Monkeys, Jesus and Mary Chain e Jarvis Cocker. O Jarvis é incrível, parece um Bowie. Piadista, fez um show super pocket num dos palcos grandes e tocou todos os hits do último álbum - “Black magic” e “Don’t let him waste your time”, entre outras.
Aí ouvimos Interpol de longe, e chegou a hora mais importante do dia: o show da Björk. Sonho realizado. A mulher sabe tudo. O palco todo decorado com umas bandeiras, as meninas da mini orquestra de sopros todas com umas bandeirinhas na cabeça. A Björk de legging preto, saia de havaiana, top de caveira e manguinhas de havaiana. Testa pintada de verde e vermelho. Começou com “Earth intruders”, depois “Hunter”, “Unravel”, “Oceania”, “All is full of love”, “Pleasure is all mine”, “Yoga”, “Pagan poetry”, “Modern thing”, “Army of me”, “Innocence”, “Wanderlust” e “Declare independence” - no bis. Dançou feito louca. E eu, a vinte metros de distância dela. Quase morri. É muita emocao. Dorme acorda que hoje tem mais. Depois conto detalhes.

