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Publicados em March, 2007

Pete Doherty, nu @ Vogue

19.03.2007 @ 18:564 Comments

Se o rock não lhe dá bola, tente a moda. Se ninguém lhe dá bola, tire a roupa. Taí Pete Doherty aceitando os dois conselhos, enqüanto os Babyshambles ficam no chove-não-molha do starsystem britânico.

A entrada do rapaz no mundinho da moda é automática, via seu namoro com Kate Moss e seu estilinho dândi, que todo mundo sempre gostou. Agora, ele foi adotado de vez pelo staff da Vogue francesa e ganhou a capa da edição dedicada aos homens - a Vogue Hommes - , com perfil de dez páginas e fotos de Mario Testino.

Pete Doherty @ Vogue Hommes

O ensaio inclui um mega-nu frontal, com Pete tendo a decência de guardar o pau com a mão (escondi ali depois do break, pra não chocar ninguém). Não é a primeira vez que ele posa pelado para Testino. Em dezembro, correu a notícia de fotos suas com a ex-Pogues Shane MacGowan - eu nunca vi essas fotos, alguém?

Vendo o ensaio, só bateu uma dúvida: será moda entre os indies ingleses a tatuagem com o nome da banda logo acima do mamilo? Os meninos do Eight Legs fizeram coisa parecida quando estiveram aqui em São Paulo…

(more…)

PSB = puta show bomba, II

19.03.2007 @ 11:35No Comments

Taí. Na Folha, Thiago Ney e eu batendo opinião sobre os Pet Shop Boys. Dinheiro mal gasto, você diz? Eu digo. Bom saber que não estou louco.

PSB = puta show bomba

17.03.2007 @ 03:23No Comments

A primeira apresentação dos Pet Shop Boys aqui em São Paulo, há pouco, foi pura decepção. Fiz questão de ir, movido pela quantidade de gente feliz que vi saindo do show dos caras no Tim Festival de 2004 - já que preferi chapar com os Mars Volta.

Daí que morri de tédio. As músicas novas até são boazinhas, mas quando um show prende mais atenção com a troca de figurinos dos backing vocals, alguma coisa está errada. E o som baixinho baixinho do Credicard Hall ajudou a aumentar a bomba. O sintetizador parecia estar a quarteirões de distância da platéia - que, compreensivelmente, não ia além de acompanhar as músicas com os pés.

Desisti de vez quando o telão mostrou imagens do cortejo fúnebre da Lady Di, durante “Dreaming of the Queen”. Pô, não era uma festa? Caí fora antes da meia-noite, não valia a pena os R$ 30 paus que iria gastar no táxi se ficasse por ali.

Ainda dei de cara com o Marcos Mion gravando seu novo-programa-tosco, na porta da casa. E quer saber? Parecia bem mais divertido.

Funga minha cueca

16.03.2007 @ 19:19No Comments

Pelo menos, eu me divirto.

Test drive: cueca perfumada
(publicado originalmente @ Chic)

“Oi, cheira minha cueca?” A frase não é das melhores, mas é o que deu vontade de sair dizendo por aí quando vesti o alvo deste nosso primeiro test drive: uma cueca perfumada. Minha sorte é que desisti da proposta logo de manhã – se já seria uma cantada medonha na pior sauna gay da cidade, imagina se eu falasse isso para o porteiro do prédio.

A cueca é lançamento da Upman, marca de underwear do Rio Grande do Sul. A novidade, segundo a empresa, são as microcápsulas de perfume presas no tecido, que se rompem no contato com a pele. O cheiro é uma alquimia de couro, figo, patchouli, âmbar, madeira…

Mas a pergunta que fica, melhor do que a proposta do começo, é: para que serve uma cueca perfumada? Pela minha investigação com amigos, a resposta é taxativa: para nada. Uma cueca cheirosa é o equivalente do guarda-roupa ao papel higiênico com cheiro de frutas.

Não que o cheiro seja de todo desagradável. Na minha paranóia, o calor de São Paulo nessa semana fez com que eu andasse com uma nuvem de couro-figo-patchouli ao meu redor. Durante a tarde, passei a sentir o perfume no ar, em todos os lugares, principalmente nos dedos. Mas todo o resto da redação tratou de negar a minha loucura.

De qualquer forma, cheguei à conclusão de que essa cueca só serve mesmo para celibatários ou para quem não pretende dividir a cama com ninguém tão cedo – não seria constrangedor ter de lidar com um aroma repentino vindo de uma área tão… localizada?

Pelo menos a cueca é bem confortável, apesar de ser feita de tecido 100% sintético. Só estou esperando as microcápsulas sumirem – a marca jura que elas ainda duram trinta lavagens…

Doce de rainha

15.03.2007 @ 20:256 Comments

Nham.

O doce preferido de Maria Antonieta
(publicado originalmente @ Chic)

Se o filme Maria Antonieta tem mais alguma grande estrela além de Kirsten Dunst, esse brilho vai para o macaron, um dos mais tradicionais doces da pâtisserie francesa. Consumidos às dúzias pela rainha e suas consortes durante o filme, as cores pastel, a textura e até o formato do quitute também inspiraram boa parte do visual da produção – da fotografia aos figurinos oscarizados de Milena Canonero. E o que é que o macaron tem?

Macaron Ladurée

As histórias da sua origem são variadas. As primeiras versões da receita teriam sido trazidas de Veneza para a corte Francesa na época renascentista de Catarina de Médici (cerca de 200 anos antes de Antonieta chegar ao poder) – pelos chefs da rainha ou por freiras refugiadas em Nancy, conforme as diferentes explicações.

O que pouca gente sabe é que os primeiros macarons não eram como os de hoje. A massa, feita de suspiro com amêndoa em pó, era a mesma, mas o doce ainda não tinha recheio.

O macaron moderno começou a ser confeccionado no começo do século passado, pela pâtisserie Ladurée, em Paris. Foi aí que o docinho se tornou um sanduíche recheado com creme – os mais tradicionais são os de chocolate, café e baunilha. A Ladurée é ainda a casa mais tradicional a produzir a guloseima – são vendidas milhares de unidades por dia. São da Ladurée os doces que você vê no filme Maria Antonieta.

Em São Paulo, os macarons viraram febre há menos de dez anos. A receita é complicada, o nosso clima tropical briga com o frágil doce, mas mesmo assim ele se tornou figurinha fácil em casamentos chics – chegando a disputar lugar com os tão tradicionais bem-casados – e, em seguida, em bistrôs pela cidade. Veja abaixo o nosso roteiro e encare uma peregrinação atrás do seu macaron preferido. Acompanhando, peça um chá (como os franceses), um café ou, se preferir, uma bela taça de champanhe.

Le Vin Patisserie
R$ 2,10 cada
Al. Tietê, 178, Jardins, São Paulo - SP
Tel. 11-3063 1094

Deli Paris
R$ 2,80 o macaron grande, R$ 0,90 o mini
Rua Harmonia, 484, Vila Madalena, São Paulo - SP
Tel. 11-3816 5911

Le Fournil
R$ 1,50 cada
Rua Sena Madureira, 1355, Vila Clementino, São Paulo - SP
Tel. 11-5087 0888

Pati Piva
R$ 3 cada, R$ 28 a caixa com 10
Rua Oscar Freire, 154, Jardins, São Paulo - SP
Tel. 11-3062 5046