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Publicados em March, 2007

The Who, a culpa foi nossa mesmo

26.03.2007 @ 15:02No Comments

Recordar é viver, já diria Hebe. Os shows do Who - aqui, na Argentina e no Chile - deveriam acontecer por esses dias. Deveriam, se os brasileiros não tivessem destruído tudo.

Por coincidência, achei agora aqui o comunicado que os produtores argentinos distribuíram para a imprensa na época, mês passado. Em espanhol mesmo, aspa:

El motivo de la cancelación es la falta de disponibilidad de estadios outdoors en Brasil en las fechas previstas para dicho país, lo que convierte en inviable que el grupo baje a Sud América  para realizar un único recital en Buenos Aires con la produccion que una mega show de estas características requiere.

Aí, brasileirada.
Mas pensando bem, melhor assim que ter que aturar o confortabilíssimo Estádio do Morumbi.

Psychedelic Furs @ SP

26.03.2007 @ 12:322 Comments

A notícia é velha, uns dez dias já. Mas merece registro: The Psychedelic Furs baixam em SP (+ Buenos Aires e Lima) em abril. Dia 14, tocando em lugar ainda não divulgado.

Tudo pra ser um dos melhores shows do ano, né?

Trocando águas por vinho

25.03.2007 @ 23:48One Comment

Roger Waters tocando covers de Pink Floyd? Seria imperdível se não fosse no cu de Judas que é o Estádio do Morumbi. Dispensei com prazer esse show semi-histórico (já reparou que metade da imprensa usou “êxtase” nos títulos das resenhas?) para ver Tom Zé no Auditório do Ibirapuera, ontem.

Tom Zé @ Auditório Ibirapuera, foto flickr.com/lostpop

Isso vai soar recalcado, eu sei, mas tenho certeza que o brasileiro se deu bem melhor. O mote da noite era uma homenagem a São Paulo, desculpa para mesclar faixas do último disco (o ótimo Danç-êh-sá) com “Augusta, Angélica e Consolação” e “A briga do Edifício Itália com o Hilton Hotel”.

Ver Tom no palco é sempre um desbunde. Agora, ver Tom no palco espinafrando a platéia com um discurso raivoso repentino sobre racismo e desencavando “Brigitte Bardot“, uma das músicas mais lindas de todos os tempos, com um mis-en-scène de dar inveja a qualquer Nine Inch Nails da vida, vale mais que qualquer cabecice prog dos anos 70.

(E o Auditório continua sendo um dos top 3 “melhores lugares para assistir a um show em São Paulo”. Seja lá quais forem os outros dois, que tá difícil.)

Al-fa-rror

22.03.2007 @ 21:40No Comments

Já tentou comer seu alfajor hoje?

Café Havanna sem alfajores
(publicado originalmente @ Chic

São Paulo está vivendo uma crise internacional de proporções épicas: todos os pontos de venda da confeitaria Havanna estão sem seus tradicionais alfajores no estoque.

“Nosso carregamento está preso na alfândega há quase um mês. Mas deve chegar até a semana que vem”, explica o atendente do Café Havanna nos Jardins, com a cara de quem repete a mesma história dúzias de vezes ao dia. Sem exagero: em meia hora de uma quarta-feira, a loja foi visitada pelos tipos mais variados, atrás da mesma coisa. E o choque é sempre o mesmo. Reflexo do sucesso da marca no Brasil – a franquia argentina chegou no meio de 2006 e, até o fim do ano, já tinha batido um milhão de alfajores vendidos.

Antes de tremer de decepção, saiba que o cardápio do lugar ajuda. Se a opção de doces para comer nas poltronas gigantes está restrita, a variedade de ‘bocaditos’ (como eles batizaram seus salgados) é surpreendente. Vale experimentar o Belgrano, roll de roast beef com chimi churri (R$ 12), ou o San Telmo, com cogumelos e mussarela de búfala na ciabatta (R$ 9).

No acompanhamento, como boa cafeteria que é, o Havanna oferece drinks feitos de café. A recomendação máxima é se aventurar nas camadas multicoloridas do novo Granadine Frizz (leva água com gás, granadine (xarope de romã) e gotas de limão e custa R$ 7) ou com o Brisa do Verão, combinação de café com iogurte de baunilha e pêssego, receita premiada do barista Éder Ferreira, que assina o balcão da casa.

Os cafezistas mais tradicionais têm como opção o expresso normal (R$ 2,50), que disputa espaço com o Café Havanna (com leite condensado e canela, R$ 5). Ou o mais pedido da casa, o Havana Shake, batido de café com o sensacional “dulce de leche” argentino (R$ 9).

Falando no doce, não tem como não lembrar dos alfajores proibidos. Enquanto eles não vêm, afogue as mágoas com as galletitas, bolachinhas com recheio sabor limão (R$ 2,50 cada), ou com as barras de doce de leite (R$ 2,50). É açúcar suficiente para dar energia e começar logo uma passeata contra a burocracia alfandegária.

Havanna Café
R. Bela Cintra, 1829, Jardins, São Paulo - SP
Tel. 11-3082 5722

Cat Power, miss Chanel

20.03.2007 @ 15:262 Comments

O namoro de Chan Marshall com Karl Lagerfeld continua. O estilista da Chanel, que também é fotógrafo nas horas vagas, clicou a moça para um editorial da revista francesa Purple.

Cat Power @ Purple, fotos Karl Lagerfeld

O resto das fotos, depois do break. Dizem por aí que isso é só um ensaio, que Lagerfeld não vê a hora de colocar Chan em uma campanha da marca. Qualquer uma.

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