Trocando águas por vinho

Roger Waters tocando covers de Pink Floyd? Seria imperdível se não fosse no cu de Judas que é o Estádio do Morumbi. Dispensei com prazer esse show semi-histórico (já reparou que metade da imprensa usou “êxtase” nos títulos das resenhas?) para ver Tom Zé no Auditório do Ibirapuera, ontem.

Tom Zé @ Auditório Ibirapuera, foto flickr.com/lostpop

Isso vai soar recalcado, eu sei, mas tenho certeza que o brasileiro se deu bem melhor. O mote da noite era uma homenagem a São Paulo, desculpa para mesclar faixas do último disco (o ótimo Danç-êh-sá) com “Augusta, Angélica e Consolação” e “A briga do Edifício Itália com o Hilton Hotel”.

Ver Tom no palco é sempre um desbunde. Agora, ver Tom no palco espinafrando a platéia com um discurso raivoso repentino sobre racismo e desencavando “Brigitte Bardot“, uma das músicas mais lindas de todos os tempos, com um mis-en-scène de dar inveja a qualquer Nine Inch Nails da vida, vale mais que qualquer cabecice prog dos anos 70.

(E o Auditório continua sendo um dos top 3 “melhores lugares para assistir a um show em São Paulo”. Seja lá quais forem os outros dois, que tá difícil.)

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One Response to “Trocando águas por vinho”

  1. pena says:

    tambem concordo e digo mais, apareça lá para ver o Lanny Gordin.
    Para quem nào viu, uma amostra:
    http://www.youtube.com/results?search_query=%22tom+z%C3%A9%22auditorio&search=Search

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