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//cinema, música

Estátua de Prozac

26.02.2007 @ 04:07

O Oscar é sempre assim. Você começa achando que vai se divertir horrores, prepara pipoca e a almofada e, no final, se não dormiu, sai xingando o tempo perdido. Sempre.  Desta vez não seria diferente - e ainda teve a aterrorizante careca de Jack Nicholson, para assombrar o resto da noite. Diga oi:

Oscar, Jack Nicholson

Nem Ellen Degeneres, nervosa como um colegial na feira de ciências, salvou - dá pra contar nos dedos as piadas realmente boas da noite.

Jennifer Hudson, pelo menos, levou seu merecido troféu como coadjuvante e ainda espinafrou Beyoncé nos duetos ao vivo. Deu dó da moça, principalmente quando ela se enfezou e resolveu berrar como uma gazela.

Mas as músicas de Dreamgirls - que não são geniais, mas ainda assim - acabaram derrotadas pelo choro lesbian green da Melissa Etheridge. Isso, e colocar Celine Dion para “homenagear” o bom e velho e genial Ennio Morricone, só prova que esse povo não entende picas de música.

Dá-lhe, que a essa hora nem sarcasmo eu consigo fazer.

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