É sempre bom quando abrem novos lugares em São Paulo. Elimina aquela sensação de “nada pra fazer nesta cidade”, pelo menos até a semana seguinte. Vi dois neste fim de semana, opostos, que valem a freqüência.
O Astronete, portica vermelha à Matias Aires, refresca o congestionado circuito da Augusta. Cerveja razoavelmente barata, balcão bacana, decoração retrô, bom som e – o melhor – ainda não foi descoberto pelo Xico Sá ou a Folha de SP. Logo, ainda não está cheio de gente. Funciona como uma Funhouse transitável e abre como boteco no fim das tardes. É só não ligar para a barata que passeia entre as garrafas que está tudo bem.
Já o Clash, projeto megalomaníaco do povo da Circuito, é outra coisa. Eu tenho uma certa birra com essa tendência de coisas acontecendo na região da Barra Funda, mas acho que se eu tivesse um carro o sentimento seria outro. O lugar ocupa um galpão no bairro, com pista gigantesca (ignore os lasers da iluminação), pé direito alto e lounge a céu aberto (lembra o do Vegas, se é que o de lá ainda existe). A solução de eliminar as comandas é prático, mas o ato de comprar fichinhas deve se tornar um problema quando já se passou da segunda dose de vódega. Só não saquei qual é a do tão divulgado “sistema de reconhecimento facial Cognitec”: além de não anotar meu sobrenome, a mocinha do caixa não teve paciência de explicar que eu tinha que olhar para a luzinha vermelha da câmera e fui arquivado com um rosto esquisitíssimo. Se o Pee Wee Herman passar lá e der o meu nome, acho que cola.