Na seqüência do “oi, meu nome é Josimar”. Prometo que não volto mais a esse assunto tão cedo – mas já viu que a próxima loja vai ser dentro do Higienópolis? Deve abrir em março.
Starbucks no Brasil
(publicado originalmente @ Chic)
Se os sanduíches de bagel são, ao lado dos cheesebúrgueres, o símbolo da comida rápida da Nova York pop, poucas bebidas americanas são tão icônicas quanto os cafés gigantes servidos nos copos de papel da Starbucks. Fundada há 36 anos, a rede de cafeterias se tornou rapidamente símbolo do lifestyle yuppie da cidade – seja pelo marketing agressivo, seja por Hollywood. Quem não se lembra da bebida aparecendo, mesmo que de maneira velada, nos filmes de Woody Allen, em Sex and the city ou O diabo veste Prada?

Com tudo isso, o frisson da abertura da primeira loja no Brasil era esperado. As filas depois da inauguração, em novembro do ano passado, rivalizavam com as dos primeiros Burger King em 2004. De primeira tacada, foram duas lojas dentro do MorumbiShopping. E agora, quase dois meses depois, a multidão ainda não desapareceu.
“É preciso muita paciência”, disse o atendente, enquanto anotava o meu nome no copo (a intimidade com o cliente é rotina na rede). Realmente, a fila demorada não é só efeito da curiosidade brasileira. Difícil mesmo é encarar o gigantesco cardápio que você enfrenta, caso queira mais do que um simples café.
Qual o tamanho do copo? Quente ou frio? Leite normal ou de soja? Sabor extra de caramelo, framboesa, menta? Chantilly, talvez? Normal ou light? As opções confundem qualquer mortal. É capaz que, nos momentos mais calmos, eles até acabem deixando o cliente operar as máquinas do café.
Já que o forte são as bebidas, as comidinhas não trazem nada de inovador. O menu foi adaptado para o gosto do brasileiro, ganhando os tradicionais pães de queijo. Se quiser algo mais elaborado, tente o wrap de presunto cru e cream cheese (R$ 13,50) ou a baguette com frango al pesto (R$ 9,50). Ou, com mais coragem, o croissant de presunto, queijo, abacaxi e mel (R$ 6,50). Irresistíveis mesmo são os doces – destaque para o brownie (R$ 5,00) e o muffin de blueberry, clássico da matriz norte-americana (R$ 6).
O outro clássico da rede são os Frappucinos, batidos à base de café e chantilly, com muito gelo. É divertido se aventurar nas opções de sabores para rebater os dias de calor. O hit, os baristas juram, fica dividido entre o Mocha e o Caramelo (entre R$ 7,50 e R$ 11,50, dependendo do tamanho).
E, claro, os cafés também estão ali. Novamente, as opções são gigantescas – do macchiato (com a espuma do leite) ao mocha branco. Mas quem quiser deixar essas frescuras de lado e beber apenas um bom café puro, pode se dar por feliz com as duas opções, sempre fortes e bem tiradas: o expresso clássico ou o Brasil blend (R$ 2,80), com uma combinação de grãos do país.
Duro é encarar a versão americana do expresso – aquele com uma dose extra de água, tornando tudo sem graça. Eles lá batizaram de café ‘suavizado’. Mas, na minha terra, a gente chama de ‘aguado’ mesmo.