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Publicados em January, 2007

Os Mutantes @ SP

22.01.2007 @ 16:33No Comments

Se você ainda não sabe os horários certinhos do show dos Mutantes, na quinta-feira, anota aí. A coisa toda começa com Nação Zumbi (16h), emenda com Tom Zé (18h) e fecha com eles às 20h. Sem correria, nada de shows curtinhos, tudo ao ar livre. Uma belezinha de feriado. E diz que Tom deve subir no palco pra reunir um setentismo. Eu aposto em “Parque industrial” - óbvio, mas quem liga? A Nação também deve invadir em algum momento, que eles não são bobos.

Você vai, é claro que vai. O Parque da Independência fica ali nas barbas do imperador, pelo Ipiranga. Você sabe onde é, claro que sabe. Se não, tenta se guiar aqui.

Fora daqui, Os Mutantes se apresentam no Vivo Rio no dia 03.02. E me falaram que já estão semi-fechadas datas em Brasília, Goiânia e Porto Alegre, pra março, mais o Abril Pro Rock (a banda quase tocou lá em 2006, antes do primeiro show em Londres) e Porão do Rock, em junho.

Stuck at (Fashion) Rio

18.01.2007 @ 17:49One Comment

Estou gastando meus dias na Marina da Glória e vou te dizer: se João Gilberto tivesse nascido nos anos 80, teria se tornado um guitarrista headbanger, daqueles virtuosi, fã de Yngwie Malmsteen.

Impossível alguém inventar algo como a Bossa Nova com o fedor que vem dessa Baía da Guanabara. O amor, o sorriso e a flor passam longe. E olha que nem está sol.

Eight Legs @ SP, III

15.01.2007 @ 23:58No Comments

Além do show fechado para vips no SPFW (ao mesmo tempo do show dos Mutantes no outro lado da cidade, horário ingrato) a inglesa Eight Legs já tem fechada a sua apresentação aberta aos mortais pagantes.

A data é a mesma, 25.01, no Studio SP. Com abertura do Bonde do Rolê, lançando o tão prometido podcast de Lucio Ribeiro com Fabio Massari (que promete ser massa, ou não). 30 paus a entrada, mas rola um descontinho de R$ 10 com nome na lista - pega lá no site.

Melk

15.01.2007 @ 23:42No Comments

Seguindo a minha campanha semestral de hypar outro estilista brasileiro com um sobrenome que ninguém sabe falar. Faz mais sentido vendo as fotos.

Melk Zda, foto Charles Naseh

Melk Zda - Inverno 2007
(publicado originalmente @ Chic)

Surpresa: para quem achava que o pernambucano Melk Zda não gostava de traduzir sua moda para um ambiente urbano, a primeira parte do seu desfile de inverno 2007 surpreendeu. Com calças e seus já conhecidos shortinhos, vieram looks quase sportswear, com casaquetes, camisetas largas e saias. Melk foi na contramão da moda-proteção, fechada e austera, e não se desfez dos tecidos esvoaçantes. Sua inspiração veio mais uma vez do mundo animal, com pássaros como tema, e do universo dos mangás. A primeira apareceu bem, referenciada nos bordados típicos do estilista e nas tiras que fazem as vezes de penas. Já a temática japonesa não ficou muito fácil de sacar, passando quase em branco, não fossem os quimonos disfarçados. O meio da apresentação foi dedicada aos vestidos já conhecidos por quem o acompanha: sobreposições, transparências e proporções próprias, e suas cores típicas, lavadas ou em degradê, com apresentação do amarelo. A melhor parte parte veio no final, com looks em preto estampado (incluindo um macacão sensacional com as mangas recortadas) e em lurex. O desfile foi encerrado com a grande imagem do dia, trazendo a neo-top Diane Conterato embrulhada em um mantô de penas falsas. A modelo com cara de passarinho virou um passarinho na passarela. Lindo.

Fast coffee, III

13.01.2007 @ 17:35No Comments

Na seqüência do “oi, meu nome é Josimar”. Prometo que não volto mais a esse assunto tão cedo - mas já viu que a próxima loja vai ser dentro do Higienópolis? Deve abrir em março.

Starbucks no Brasil
(publicado originalmente @ Chic)

Se os sanduíches de bagel são, ao lado dos cheesebúrgueres, o símbolo da comida rápida da Nova York pop, poucas bebidas americanas são tão icônicas quanto os cafés gigantes servidos nos copos de papel da Starbucks. Fundada há 36 anos, a rede de cafeterias se tornou rapidamente símbolo do lifestyle yuppie da cidade – seja pelo marketing agressivo, seja por Hollywood. Quem não se lembra da bebida aparecendo, mesmo que de maneira velada, nos filmes de Woody Allen, em Sex and the city ou O diabo veste Prada?

Starbucks, foto divulgação

Com tudo isso, o frisson da abertura da primeira loja no Brasil era esperado. As filas depois da inauguração, em novembro do ano passado, rivalizavam com as dos primeiros Burger King em 2004. De primeira tacada, foram duas lojas dentro do MorumbiShopping. E agora, quase dois meses depois, a multidão ainda não desapareceu.

“É preciso muita paciência”, disse o atendente, enquanto anotava o meu nome no copo (a intimidade com o cliente é rotina na rede). Realmente, a fila demorada não é só efeito da curiosidade brasileira. Difícil mesmo é encarar o gigantesco cardápio que você enfrenta, caso queira mais do que um simples café.

Qual o tamanho do copo? Quente ou frio? Leite normal ou de soja? Sabor extra de caramelo, framboesa, menta? Chantilly, talvez? Normal ou light? As opções confundem qualquer mortal. É capaz que, nos momentos mais calmos, eles até acabem deixando o cliente operar as máquinas do café.

Já que o forte são as bebidas, as comidinhas não trazem nada de inovador. O menu foi adaptado para o gosto do brasileiro, ganhando os tradicionais pães de queijo. Se quiser algo mais elaborado, tente o wrap de presunto cru e cream cheese (R$ 13,50) ou a baguette com frango al pesto (R$ 9,50). Ou, com mais coragem, o croissant de presunto, queijo, abacaxi e mel (R$ 6,50). Irresistíveis mesmo são os doces – destaque para o brownie (R$ 5,00) e o muffin de blueberry, clássico da matriz norte-americana (R$ 6).

O outro clássico da rede são os Frappucinos, batidos à base de café e chantilly, com muito gelo. É divertido se aventurar nas opções de sabores para rebater os dias de calor. O hit, os baristas juram, fica dividido entre o Mocha e o Caramelo (entre R$ 7,50 e R$ 11,50, dependendo do tamanho).

E, claro, os cafés também estão ali. Novamente, as opções são gigantescas - do macchiato (com a espuma do leite) ao mocha branco. Mas quem quiser deixar essas frescuras de lado e beber apenas um bom café puro, pode se dar por feliz com as duas opções, sempre fortes e bem tiradas: o expresso clássico ou o Brasil blend (R$ 2,80), com uma combinação de grãos do país.

Duro é encarar a versão americana do expresso – aquele com uma dose extra de água, tornando tudo sem graça. Eles lá batizaram de café ‘suavizado’. Mas, na minha terra, a gente chama de ‘aguado’ mesmo.