Quando eu era moleque, um dos primeiros CDs que comprei foi do Little Richard. Uma dessas compilações toscas, caça-níquel, que reunia várias faixas ao vivo do cara como se fosse um show único.
E como bom moleque que não entendia picas de rock, passei anos confundindo Little Richard com James Brown. Nunca entendi muito bem o motivo.
Essa é, claro, uma história sem ápice e sem graça. Só lembrei porque, quando vi que o homem morreu, fui procurar na coleção empoeirada “aquele disco ao vivo do James Brown”. Ou seja, não sou mais um moleque mas tenho uma memória de merda.

