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Publicados em November, 2006
Ben Harper @ Salvador
25.11.2006 @ 03:32No CommentsBen Harper já tem pelo menos uma data certa para tocar no Brasil, ano que vem. É atração do Festival de Verão, em Salvador, que já trouxe, hrm, Men at Work e Westlife, e acontece entre 24 e 27 de janeiro.
Ele divide o palco com coisas como Jamil e Uma Noites e Babado Novo. Pelo menos o ingresso é barato: R$ 40.
Monstrinho
25.11.2006 @ 02:20No CommentsLembra de Michael Alig, o club kid retratado por Macaulay Culkin em Party Monster, ícone da noite de Nova York que foi preso ao assassinar um amigo traficante? Pois ele ainda existe.
Alig, que está quase saindo da prisão, é tema de uma matéria gigantesca na New York. Interessante ver uma figura como ele passar dez anos trancado, sem noção de como se transformou o seu mundinho, mantendo as referências do final dos anos 90.
Pobre dele, quando sair e ver no que deu.
Segura o frango e vem com a gente
25.11.2006 @ 02:17No CommentsEste post e o anterior só serve pra arquivar as críticas de Party monster, referência no próximo.
Acho que eu sou a única pessoa que gosta deste filme.
Party monster
(publicado originalmente @ Omelete @ 03.2004)
No começo dos anos 90, Macaulay Culkin era o estereótipo da criança fofinha. Como personagem principal dos dois primeiros Esqueceram de mim (Home alone), o ator-mirim fazia suspirar de paixão a família americana inteira. Tornando-se rapidamente a criança mais bem paga do mundo, o estrelato de Macaulay não durou nem cinco anos. Entre brigas com a família por dinheiro, pequenos escândalos e um casamento precoce, o ator afastou-se de vez da sua carreira. Até agora.

Um pouco antes de Esqueceram de mim ser produzido, um mundinho paralelo se desenvolvia em Nova York. Era o final da década de 80 e a cidade já fervia com a ainda iniciante cena clubber. Rejeitando os valores dos yuppies de Wall Street, os clubbers pregavam a diversão noturna, se vestiam de maneira extravagante e não levavam a vida muito a sério.
É nesse cenário que Party monster (2003, de Fenton Bailey e Randy Barbato) se desenvolve. O filme conta a história real de Michael Alig (Culkin), figurinha lendária da vida noturna nova-iorquina. O promoter ficou famoso na época pelas roupas únicas, pela personalidade infantilóide e por ser dono das festas mais disputadas da cidade. O momento mais famoso da sua biografia, porém, é quando ele confessa publicamente o assassinato de um amigo traficante. A confissão o leva à cadeia, em 96, e aumenta seu poder de mito.
Alig já foi tema de um documentário produzido em 1998 pelos mesmos diretores, também batizado de Party monster. Este novo filme, porém, é baseado no livro Disco bloodbath, escrito por James St. James, outro personagem central da trama, melhor amigo de Alig. Interpretado por Seth Green, St. James é quem mantém o fio condutor da história, além de agir como o contraponto são - mas nem tanto - das pirações do amigo.
O deboche característico do ambiente clubber influencia boa parte do filme - das atuações à montagem, passando pelo nonsense cronológico e visual. Também por isso, Party monster acaba sofrendo do mesmo defeito de A festa nunca termina (24 hour party people, de Michael Winterbottom) - filme/documentário que conta a história da Madchester: é um filme razoavelmente divertido, mas apenas para o seu público alvo, que está inserido na cena clubber e na rotina da vida noturna e nos exageros do mundinho gay. Fora do contexto, fica complicado se divertir e entender a cabeça de várias bichinhas inconseqüentes com cocaína até as orelhas.
O ponto alto do filme, além da trilha sonora, é o próprio Seth Green que, apesar de não ser o personagem principal da trama, acabou se mostrando a melhor atuação do filme - dando um chega pra lá em Chloë Sevigny, que nem é tão medíocre assim. Vale a pena também a participação especial do bizarríssimo Marilyn Manson, que “interpreta” Christina, a drag queen mais chapada da história do cinema.
De qualquer forma, tudo no filme acabou eclipsado pelo “grande” retorno de Macaulay Culkin às telas, depois de quase dez anos de ausência. E ele levou a sério o estigma. A sério demais. A ponto de exagerar na afetação homossexual do personagem. E o pensamento que fica, ao final dos créditos, é que nada mudou. Macaulay continua sendo um ótimo ator-mirim, interpretando o mesmo menininho barrigudo e sapeca que anda pela casa de cueca.
Party monster: a trilha sonora
25.11.2006 @ 02:14No CommentsParty monster é um filme-documentário que retrata a ascensão e queda do super-promoter Michael Alig durante a cena clubber do fim da década de 80/começo da década de 90. Logo, o mais óbvio é que a trilha sonora seja uma cuidadosa compilação do melhor e mais marcante que apareceu nessa época, certo?
Certo. E errado.

Contrariando todas as expectativas, o CD não é lá um grande documento sobre o que foi realmente trilha das festas promovidas por Alig. A época, que ocupa menos da metade do CD, está representada por sucessos que chegaram a tocar até nas FMs brasileiras. “Go”, hit do grupo Tones on tail, é um exemplo.
Ainda dos anos 80, podemos destacar a piração teatral de Nina Hagen em “New York, New York”; “Two of hearts” da Stacey Q, cantorete à la Madonna de um hit só, e a ótima “How to be a millionaire”, synth-pop do ABC, grupo famosíssimo na época e que tem uma sobrevida até hoje.
No resto do CD - surpresa! - o hype aparece. Com toda essa onda de revival que invadiu a música, nada mais atual na produção eletrônica do que os anos 80. Ou seja, o tão infame electroclash. Artistas moderninhos fazendo músicas com cheiro de velhas. Tem de WIT (com a lentinha “Inside out”) a Scissor Sisters (e a chata “It can’t come quickly enough”), passando pela manjada “Frank Sinatra”, de Miss Kittin e The Hacker.
“You’re my disco”, do Waldorf, é a mais divertida das novas e, assim como Ladytron (”Seventeen”), merece atenção. Felix da Housecat marca presença com o remix da música “cantada” pelo elenco durante o filme (”Money, success, fame, glamour”). E Marilyn Manson estendeu sua participação especial à trilha, gravando com seu alter-ego Christina a música “The la la song”, divertida e só.
A seleção das faixas parece se preocupar mais em combinar o título e as letras das músicas com o contexto do filme do que em recriar qualquer ambiente. Mas, apesar de mediana, a compilação funciona. Principalmente pra quem sofre de nostalgia.
(publicado originalmente @ Omelete @ 03.2004)

