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//São Paulo, comidas, cotidiano

Fast coffee, II

30.11.2006 @ 23:32

Estive há pouco na recepção de inauguração da primeira Starbucks brasileira, que começa a funcionar amanhã para o público, no MorumbiShopping.

Entre um punhado de velhos ricos e Sérgio Mendes (que, dizem, estava lá - eu não achei), foi o primeiro coquetel que vi servir mais café que prosecco. Apesar dos preços (R$ 2.80 um expresso, os cafés mais elaborados estão na casa dos R$ 10) e de estar enfurnada nos fundos de um shopping insuportável, a cafeteria é realmente um ambiente convidativo. Pra quem gosta de passar horas lendo e engolindo cafeína, as poltronas em camurça do lugar são uma bela pedida.

Mas o café, ah o café, é exatamente como eu temia. Aguado como dizem ser o bom (bom?) café servido nas lanchonetes dos EUA. Perfeitamente aguado para ser servido nas canecas de meio litro, vendidas ali (uma estampada com o MASP, outra ilustrada com um tucano clichezento) lado a lado com pacotes de pó de todo o mundo (a bizarros R$ 30 a saca de 250 gramas, tem até da Guatemala Antiga).

Espero que o “expresso brasileiro”, oferecido no cardápio, seja menos intragável. Esse que, aliás, eu vou demorar pra conseguir experimentar. Afinal, o frisson pela abertura da Starbucks deve se comparar ao dos primeiros Burger King, em 2004. Lembra das filas?

E a pergunta que fiz em outubro ainda está no ar: abrir a primeira filial de uma cafeteria que ficou famosa pelas suas lojas de rua, dentro de uma livraria que fica dentro de um shopping é realmente estratégia que preste?

6 Responses to “Fast coffee, II”


  1. André Kenji Says:

    Quem vai ser louco de pagar três reais por um expresso na rua?

  2. Eduardo Viveiros Says:

    O público alvo da loja paga. E ela não seria a primeira a cobrar - bobear, seria até a mais barata.

    De qualquer forma, dizem ter o dobro do tamanho do expresso “normal”.

  3. Leandro M. P. Says:

    Um expresso fuleiro custa R$ 1,50, R$ 2,00 por aí. Pelos “padrões Starbucks”, R$ 3,00 não é nenhum absurdo. E eles não vendem só o expresso. Vendem a marca, o ambiente, o “status”… etc…

  4. ManoEdu Says:

    Lamentavelmente a Starbucks não deverá atender o público que vai ao Burger King… que aparentemente é mais acessível.

    A estratégia de montar a loja num shopping, q diga-se de passagem, é uma bosta até pra estacionar, é exatamente porque o público q tem grana pra pagar esse preço só pode andar naquele lugar. Daqui a pouco vai ter filial da Starbucks dentro da Daslu….e não estranhe.

    Acho que o Frans consegue ser um meio termo entre preço e grife. Assim como li em outros lugares na net, precisamos dar valor àquilo que merece, e não ficar cantando de galo porque freqüenta a Starbucks…. nada contra, até pq eu tb vou querer provar o café, mas não vou pra tomar “o café” Starbucks e ficar “arrotando” café Pilão, já que vc disse q não é tão bom assim.

    Também não podemos esperar q a Starbucks faça frente aos botecos e padarias q vendem o expresso a R$ 1,50 !!

  5. Eduardo Viveiros Says:

    Como o Leandro bem falou, o preço não vende só o café, mas toda a ‘experiência Starbucks’. E isso não compete com o ‘café de cuador’ das padocas.

    E além de tudo, comparar a SB com o Fran’s é covardia com o último. Em vinte minutos no Morumbi, eu fui mais bem tratado do que em todas as vezes que fui ao Fran’s - onde, normalmente, eu não sou sequer atendido.

  6. mark Says:

    Mas Edu, café bom é chafé… café aguado. Hahaha
    Mas eu nao posso falar, sou suspeito, porque não gosto de café a brasiliana. Forte, preto, e tal.
    Saudade da Starbucks. mas um tall Mocha Coffee que lá era 3 dols aqui a 10 pila vai ser duro de engolir :)

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