Estive há pouco na recepção de inauguração da primeira Starbucks brasileira, que começa a funcionar amanhã para o público, no MorumbiShopping.
Entre um punhado de velhos ricos e Sérgio Mendes (que, dizem, estava lá - eu não achei), foi o primeiro coquetel que vi servir mais café que prosecco. Apesar dos preços (R$ 2.80 um expresso, os cafés mais elaborados estão na casa dos R$ 10) e de estar enfurnada nos fundos de um shopping insuportável, a cafeteria é realmente um ambiente convidativo. Pra quem gosta de passar horas lendo e engolindo cafeína, as poltronas em camurça do lugar são uma bela pedida.
Mas o café, ah o café, é exatamente como eu temia. Aguado como dizem ser o bom (bom?) café servido nas lanchonetes dos EUA. Perfeitamente aguado para ser servido nas canecas de meio litro, vendidas ali (uma estampada com o MASP, outra ilustrada com um tucano clichezento) lado a lado com pacotes de pó de todo o mundo (a bizarros R$ 30 a saca de 250 gramas, tem até da Guatemala Antiga).
Espero que o “expresso brasileiro”, oferecido no cardápio, seja menos intragável. Esse que, aliás, eu vou demorar pra conseguir experimentar. Afinal, o frisson pela abertura da Starbucks deve se comparar ao dos primeiros Burger King, em 2004. Lembra das filas?
E a pergunta que fiz em outubro ainda está no ar: abrir a primeira filial de uma cafeteria que ficou famosa pelas suas lojas de rua, dentro de uma livraria que fica dentro de um shopping é realmente estratégia que preste?

