Archive for November, 2006

Fast coffee, II

Thursday, November 30th, 2006

Estive há pouco na recepção de inauguração da primeira Starbucks brasileira, que começa a funcionar amanhã para o público, no MorumbiShopping.

Entre um punhado de velhos ricos e Sérgio Mendes (que, dizem, estava lá – eu não achei), foi o primeiro coquetel que vi servir mais café que prosecco. Apesar dos preços (R$ 2.80 um expresso, os cafés mais elaborados estão na casa dos R$ 10) e de estar enfurnada nos fundos de um shopping insuportável, a cafeteria é realmente um ambiente convidativo. Pra quem gosta de passar horas lendo e engolindo cafeína, as poltronas em camurça do lugar são uma bela pedida.

Mas o café, ah o café, é exatamente como eu temia. Aguado como dizem ser o bom (bom?) café servido nas lanchonetes dos EUA. Perfeitamente aguado para ser servido nas canecas de meio litro, vendidas ali (uma estampada com o MASP, outra ilustrada com um tucano clichezento) lado a lado com pacotes de pó de todo o mundo (a bizarros R$ 30 a saca de 250 gramas, tem até da Guatemala Antiga).

Espero que o “expresso brasileiro”, oferecido no cardápio, seja menos intragável. Esse que, aliás, eu vou demorar pra conseguir experimentar. Afinal, o frisson pela abertura da Starbucks deve se comparar ao dos primeiros Burger King, em 2004. Lembra das filas?

E a pergunta que fiz em outubro ainda está no ar: abrir a primeira filial de uma cafeteria que ficou famosa pelas suas lojas de rua, dentro de uma livraria que fica dentro de um shopping é realmente estratégia que preste?

Se não têm pão, leiam um livro

Tuesday, November 28th, 2006

Maria Antonieta, aliás, é bem chatinho. Fui assistir com a maior boa vontade, sem acreditar nas críticas que li por aí, e dei com a cara no chão.

Nem a trilha sonora salva.

A ‘classe A’ no cinema

Tuesday, November 28th, 2006

Agora de noite, fui à pré-estréia de Maria Antonieta. Público alvo, toda aquela gente que move as colunas sociais – estilistas, designers, consultores, jornalistas de luxo, peruas, magnatas. Muito prosecco, macarons, aquela coisa.

Mas o mais divertido foi na hora da entrada na sala, pós-coquetel. Enquanto as pessoas normais fazem fila automaticamente, minutos antes de começar a sessão, os proclamados chiques e famosos aglomeram-se de forma blasé na porta, papeando, como se nada estivesse acontecendo.

É o cúmulo do eufemismo.

|moblog| Nokia Trends e tal

Sunday, November 26th, 2006

Até tentei fazer um live blogging durante o Nokia Trends, mas ainda não consegui fazer esse lance de moblog funcionar a contento. Todos os posts se perderam no limbo.

Então fica assim: mordi a língua logo na primeira música da desbundante apresentação do Soulwax; Hot Hot Heat e We Are Scientists fizeram shows impecáveis, Bravery cansou um pouco e Ladytron foi um sonho bom. E, no final das contas, o Nokia Trends se colocou como o melhor festival que São Paulo viu em 2006.

Mais, além. Que eu vou é dormir.

|moblog| Nokia Trends, Digitaria é o futuro

Saturday, November 25th, 2006

O Nokia começou em alto estilo. O título diz tudo. Os mineiros do Digitaria fizeram o melhor show dos dois que vi deles. Aposto que já foi mais divertido que a chatice do Soulwax que vem em seguida.