Eu sempre quis copiar esse título em algum texto. E agora, finalmente engolindo a ressaca do Tim Festival no Rio de Janeiro, dá pra usar.
A Marina da Glória, que abrigou o festival deste ano, é aquela coisa: uma moedinha encravada em plena Baía do Guanabara. De um lado tem uma paisagem linda (que ninguém viu, já que era de noite) e um espaço de arena que foi bem aproveitado (em comparação com os cantos e colunas insuportáveis do MAM). Do outro, como eu já tinha cantado, é um lugar perdido de acesso escroto, graças ao transporte público cifrado do Rio de Janeiro, o planejamento viário surreal e os taxistas sempre espertinhos. Em outras palavras: se você não é nativo zona sul, fodeu.
No quesito palco, Patti Smith fez o melhor show de 2006. A vaca deve estar mastigando meu coração até agora. Daft Punk foi grandioso e Beastie Boys, divertido. E Devendra, bom, sei lá.
O Tim deve fixar seus pés principais no Rio em definitivo. Bom pra gente, que tem uma desculpa pra ir sentir o cheiro de peixe da cidade. Ruim para São Paulo, que ganha um buraco gigante na sua moral.
De resto, a organização devia pensar melhor essa estratégia de shows simultâneos em palcos diferentes – que funciona bem em festivais gringos, mas por aqui beira a estupidez comercial. Este ano, por exemplo, a coisa chegou ao ponto de ter que se decidir entre Patti Smith e TV On The Radio, o que não faz o menor sentido.
Estão aí, nos posts abaixo, minhas impressões show a show. Um patrocínio indireto da Globo, que financeou minhas despesas e nem sabe.
Ah, e conselho final: nunca se hospede no hotel Vermont, em Ipanema. Preço de Hotel Glória, qualidade de albergue. Anota aí. Vermont.
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