Emos vs emos vs o mundo.
Já viu a capa da NME desta semana? Demorou, até.
Publicados em September, 2006
A guerra das rosas
18.09.2006 @ 16:01One CommentMotomix, (mais ou menos) minuto a minuto II
17.09.2006 @ 16:26No CommentsE o Motomix continua com seu motokarma.
. Hoje, day after, rebordose eletrônica, o lineup já mudou umas três vezes. Nesta última, o brasileiro Gui Boratto e os imperdíveis Addictive TV (que também já começaram abençoados no país) foram chutados da lista.
. Schneider TM abriu o dia, tocando seu dark espacial para… motoninguém. Contei 70 pessoas na audiência - incluindo jornalistas, fotógrafos e provavelmente alguns seguranças.
. Andrew Weatherall, que originalmente era o nome de encerramento do festival, está agora no palco. Na platéia, 75 pessoas - deve ser o momento de folga de alguns faxineiros. Mas é compreensível: quem se importa com um DJ Set? Mesmo com toda a importância do rapaz via Madchester e etc, eu é que não.
. Ontem, uma faixa gigantesca anunciava os ingressos esgotados. Agora, meia dúzia de sulfites coladas na bilheteria dizem: “Ingressos promocionais a R$60″. Saca inversão de valores? Então.
. Swayzac tocando, minimal hardcore. A platéia cresceu. Em frente ao palco, cerca de 250 pessoas. Uau.
. Isolée, cada vez mais chato. É do tipo de minimal que mesmo quando engrena, não engrena. Deviam ter escalado o cara como primeira atração, sem público, bem isolée.
. Afinal, eu sei que todo mundo está aqui só pra ver o Peter Hook tocar “Blue monday”.
. Tá, “Blue monday” ainda não rolou. Mas teve “Bizarre love triangle” na primeira meia hora. Hah.
. Hook não é DJ, mas bateu de frente com todas as cabecices fervidas do dia. Quase como uma festa de garagem. Contei três do Joy Division, mais Pistols, mais Blur, mais Chemical. E, claro, “Blue monday”.
E chega, que estou virado há 36 horas por conta desses shows, caindo pelas tabelas. Adult. vai ter que ficar pra outro dia, depois alguém me conta. E também depois eu desenvolvo esse monte de frases de efeito.
Motomix, (mais ou menos) minuto a minuto
16.09.2006 @ 23:45One CommentSe você não está aqui, problema seu. E isso não vai ajudar em nada:
. Annie no palco. Da franja loira ao não-vestido preto, puro pop. Ela é o que a Madonna seria se tivesse nascido na Noruega nos anos 80 e tivesse a voz da Nina Hagen. Divertido. Mas depois de vinte minutos, você vê que as músicas são todas iguais. Sorte que só durou mais vinte.
. Art Brut veio e foi, provando todo o seu hype, com a verborragia de Eddie Argos, o vocalista, e seus temas do cotidiano estúpido.
. Frase da noite: “Saiam e formem uma banda. Se são péssimos músicos, façam um zine. Criem uma revista que eu goste de ler. Produzam um filme que eu goste de assistir” - Eddie Argos, o senhor DIY. Isso, claro, antes de ele citar Cansei de Ser Sexy.
. Bananice da noite, na platéia durante o show da Annie:
“Adoro essa garota. Ela é da Finlândia, né?”
“Não, quem é da Finlândia é a Björk!”
. O Espaço das Américas é o lugar com maior número de pontos cegos do planeta.
. Franz Ferdinand, o maior espetáculo da Terra. Desculpem a frase de efeito, mas é a verdade. Melhor show do ano, empatado com eles mesmos em fevereiro.
. Momento mágico da noite: em “Outsiders“, os FF receberam o já clássico reforço na bateria. Art Brut, Radio 4, Annie e um cara da platéia subiram ao palco para socar os seis tambores extras por ali. Foi a Timbalada indie. Depois, “This fire” destruiu o lugar.
. Jogar as baquetas para platéia é coisa ultrapassada. A banda atingiu novos patamares depois de atirar, além de umas vinte baquetas, uma pandeirola, um copo de vinho e… um teclado. O instrumento sumiu na multidão rapidinho.
. Deu dó do Radio 4. Colocar os caras para tocar depois da catarse ferdinândica é sujeira. Todo o potencial foi embora com a maior parte da platéia, que esvaziou o lugar. Mas foi um show bem massa.
. Oi, não acabou? De repente, com esse Modeselektor, me senti nos momentos mais chatos do Skol Beats. Tchau, que já são cinco da manhã.
Golpe baixo
16.09.2006 @ 20:13No CommentsDo luto à luta, o documentário sobre portadores de síndrome de down do Mocarzel, leva o troféu Cúmulo da Infâmia, só pelo trailer.
Colocar os personagens para cantar “Don’t let me down” é dose.
Universal vs Youtube, MySpace
15.09.2006 @ 03:43No CommentsQuando a gente acha que as grandes gravadoras entenderam o seu lugar, elas fazem questão de dar um passo pra trás.
Na terça, a Universal declarou guerra contra sites de conteúdo “user-generated” - nominalmente, MySpace e Youtube. Segundo o conglomerado, eles não querem repetir o “erro” que cometeram com a MTV, que “construiu uma empresa bilionária com a nossa música”.
A visão estreita usual vai abrir uma caça às bruxas contra o material postado nos sites por aí. A matéria da Reuters explica.

