De cara, não consigo me lembrar de um show nacional recente que me tenha deixado sem fôlego. São poucos os que têm o efeito que a apresentação de Apollo Nove, há pouco, estreando o seu Res inexplicata volans em São Paulo, conseguiu.

No palco, Apollo (no canto desfocado à direita aí na foto) tocou ao lado do duelo baterista João Parahyba-Iggor Cavallera, o baixista Marinho e o DJ Zegon, relegando todos os vocais (e mise-en-scène) nas mãos da musa Thalma de Freitas.
As músicas do disco se misturaram em uma jam foderosa, uma festinha entre amigos, com momentinhos bossa e cantos de rock doloridos (literalmente, principalmente na guitarra do rapaz, que deixou todo mundo surdo).
Sem fôlego e sem palavras.
Putaquepariu, talvez?

