É o efeito Burt Bacharach: um show que começa com a trinca “Close to you”-”Don’t make me over”-”Walk on by”, passa por “Alfie” e “I say a little prayer” e termina com “That’s what friends are for” não pode dar errado. E não dá.

Foi assim a apresentação de Dionne Warwick em São Paulo, há pouco, no Via Funchal: perfeita. Ou quase, se você não descontar o medley “Wave”-”Águas de março” mais “Aquarela do Brasil”.
A mulher é uma coisa no palco. Às vezes parece uma areomoça ou professora de primário, de tão didática. Em outras, a veia salta e você acha que ela vai largar o microfone e te devorar a qualquer momento - mas com muito carinho, claro.
Ela canta de novo na segunda, 28. O ingresso não é barato, mas você devia cogitar a possibilidade.
Volto a esse assunto depois.

