Eu tenho uma queda por cantoras. Poucas coisas são melhores do que um mulherão ao microfone, cuspindo na cara de todo mundo. Seguindo esse padrão, estou apaixonado por uma nova musa: Bluebell. Já conhecia a guria desde o começo do ano, quando ouvi seu primeiro disco, Slow motion ballet. Mas há pouco, com seu show de lançamento na CB, o frisson se multiplicou.
Bluebell, pseudônimo de Bel Garcia, vem preencher um vácuo no cenário brasileiro. Há muito tempo que a gente não consegue uma cantora fresca e vigorosa, que fuja dos padrões 1. roqueira enxaqueca, 2. ternurinha babona e 3. o clássico MPB sapata.
Ao vivo, a voz e os exageros de Bel lembram Alanis Morissette. Mas isso não é tão grave quanto parece, nem tão limitador quanto acaba soando. O viés é outro: Alanis seria Bluebell, se largasse mão da viadagem riponga e esquizofrênica. É uma bela evolução.
À frente da banda, Bel brilha com segurança. Sua voz agüenta do rock rasgado às pirações jazzy, sem titubear. E as faixas do álbum, reconstruídas no palco, mostram que não é só mais uma típica gravação de estúdio + produtor. (Isso sem falar na versão raivosa de “Fake plastic trees”, do Radiohead)
Ouça Bluebell. E siga a guria, seja lá pra onde ela vai. A gente merece.
Mas eu volto a falar dela depois, com mais reflexão, pra você não esquecer.


August 9th, 2006 at 2:33 pm
O show foi impecável, ela detonou no microfone. Não deixou nada a desejar do que ouvimos no CD, e foi até um pouco mais longe. A música do “abajour” é a melhor!
August 9th, 2006 at 11:58 pm
escreve versos enquanto espera o treeeem…
queria muito ver um show, vai ter semana que vem?
August 10th, 2006 at 2:12 pm
Adoro seu site, Eduardo.
August 10th, 2006 at 6:56 pm
poxa, eu queria tanto ter ido e esqueci completamente.
você sabe quando vai ter outro?