O melhor resumo que ouvi, até agora, sobre a não-festa de aniversário do Vegas, veio de um taxista que bate ponto na Augusta.
Aspa: “A prefeitura fechou o Vegas e as outras quatro casas por falta de uma licença permissiva permanente pra festas. O problema é que não cabia todos os convidados. Aí mudaram tudo pra Diuqui, mas alugaram só um salão, que o outro já tava alugado, e a prefeitura fechou de novo”.
Fato é que a prefeitura (que já limou o Atari e vive de olho gordo sobre a Funhouse e A Lôca) promoveu devassa surpresa no meio da tarde de sexta-feira, horas antes da festa.
Resultado: Vegas fechado e os inferninhos alugados para o evento, interditados. As outras dezenas de puteiros vizinhos continuaram abertos, serelepes.
Às dez da noite, depois de tentar mover parte da festa para a boite The Week, Facundo Guerra, um dos sócios do Vegas, postava luto no Orkut: “Tentamos até o último segundo, estamos todos sangrando, mas agora é definitivo”.
Um investimento gigantesco, uma bela festa, e uma rara ação privada para revitalizar a “parte podre” da velha Augusta foram por água abaixo, sob a eficácia incomum da prefeitura de São Paulo.
Teorias sobre a ação, claro, não faltaram. Na sexta mesmo, à boca pequena, a acusação caia sobre Alberto ‘Turco Loco’ Hiar - deputado estadual via PSDB e sócio do recém-aberto Clube Glória, concorrente direto do Vegas.

